Operação Marco Zero: Polícia Civil prende padrasto suspeito de abusar de enteadas em Cuiabá

No âmbito da Operação Marco Zero, a Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão preventiva de um homem de 30 anos nesta segunda-feira (8), em Cuiabá. O indivíduo é investigado por cometer abusos sexuais sistemáticos contra suas duas enteadas, de 11 e 13 anos. A ação é resultado de um trabalho minucioso realizado pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), que agiu prontamente após a denúncia dos crimes.
As investigações tiveram início quando as próprias vítimas decidiram romper o silêncio e relataram os episódios de violência no ambiente escolar. De acordo com os depoimentos colhidos, o suspeito se valia do período noturno, enquanto as menores dormiam, para praticar os atos libidinosos. Além dos abusos diretos, os relatos apontam que o homem monitorava as enteadas de forma invasiva, tentando entrar no banheiro durante o uso das meninas, e exercia pressão psicológica por meio de ameaças constantes para evitar que os crimes fossem descobertos.
Para garantir a integridade das vítimas e a validade jurídica das provas, as irmãs foram submetidas ao procedimento de escuta especializada na sede da Deddica. Esse método, conduzido por profissionais treinados, permite que o depoimento seja colhido em um ambiente acolhedor, minimizando a revitimização. Com base na consistência das declarações e na gravidade dos fatos apresentados, o delegado Edison Pick solicitou a prisão preventiva do investigado, medida que foi prontamente deferida pelo Poder Judiciário.
O cumprimento do mandado de prisão marca uma etapa crucial da Operação Marco Zero, que também possui desdobramentos em capitais como Recife (PE) e Campo Grande (MS). Após ser detido, o suspeito foi conduzido à unidade policial para as formalidades de praxe e, na sequência, transferido para o sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O crime de estupro de vulnerável, conforme estabelecido no Código Penal Brasileiro, abrange atos sexuais com menores de 14 anos ou pessoas sem discernimento para consentir. Por ser um crime de ação penal pública incondicionada, o Estado tem o dever de investigar e punir os responsáveis independentemente da vontade de terceiros, visando a proteção absoluta da infância e adolescência.
Fonte: G1 Mato Grosso
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