Operação Lilás: Polícia Civil prende 12 homens por crimes de feminicídio e estupro em Mato Grosso

Operação Lilás: Polícia Civil prende 12 homens por crimes de feminicídio e estupro em Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu uma etapa crucial no combate à violência de gênero com a realização da Operação Lilás. O balanço divulgado nesta sexta-feira (27) confirmou a prisão de 12 homens envolvidos em crimes graves contra mulheres em diversas regiões do estado. A ofensiva, coordenada pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas, concentrou esforços no cumprimento de mandados de prisão expedidos pela Justiça contra indivíduos acusados de delitos como feminicídio, estupro de vulnerável, lesão corporal, ameaça e furto.

As diligências ocorreram ao longo de todo o mês, visando não apenas a punição dos agressores, mas a prevenção de novos incidentes e o fortalecimento da segurança das vítimas em seus ambientes de convivência. Segundo a Polícia Interestadual (Polinter), os alvos da operação eram considerados foragidos da Justiça. A instituição reforçou que o monitoramento e a busca por outros suspeitos continuarão nos próximos meses, consolidando uma rede de proteção mais robusta e garantindo que os autores de violência doméstica e familiar sejam devidamente responsabilizados.

Além das ações de repressão, o estado de Mato Grosso oferece ferramentas tecnológicas para auxiliar na proteção feminina, como o aplicativo 'SOS Mulher MT'. A plataforma disponibiliza o "Botão do Pânico" virtual, funcionalidade que permite o pedido imediato de socorro em casos de descumprimento de medidas protetivas. Atualmente, o recurso está ativo em cidades como Cuiabá e Rondonópolis, enquanto nas demais localidades o app serve como guia para denúncias, endereços de delegacias especializadas e solicitações de medidas protetivas online.

A Operação Lilás faz alusão ao mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher e está fundamentada nos preceitos da Lei Maria da Penha. Esta legislação é o principal instrumento jurídico brasileiro para coibir a violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral contra a mulher. As autoridades reiteram que qualquer mulher em situação de vulnerabilidade pode solicitar medidas protetivas de urgência diretamente em delegacias, no Ministério Público ou na Defensoria Pública, independentemente da presença de um advogado, visando garantir sua integridade e o distanciamento do agressor.

Fonte: G1 Mato Grosso

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