Operação Home Office desarticula central de golpes eletrônicos e prende oito suspeitos em Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou, na última quarta-feira (4), uma estrutura clandestina utilizada para a aplicação de fraudes digitais em Cuiabá. A ação, denominada Operação Home Office, foi coordenada pela Delegacia Especializada de Estelionato e resultou na prisão em flagrante de oito homens, com idades variando entre 25 e 42 anos. O grupo operava a partir de uma residência localizada no bairro Jardim Liberdade, que funcionava como uma espécie de central de golpes com alcance nacional.
A ofensiva policial foi deflagrada para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Capital. No local, os agentes confirmaram a existência de uma logística estruturada para a prática do crime conhecido como "falso intermediário". Nesta modalidade, os suspeitos clonam ou republicam anúncios legítimos de vendas — especialmente de veículos e itens de alto valor — e passam a gerenciar a comunicação entre o verdadeiro vendedor e o potencial comprador, induzindo ambos ao erro para que os pagamentos sejam desviados para contas de terceiros.
Durante a varredura no imóvel, as autoridades apreenderam um volume significativo de equipamentos eletrônicos, incluindo 28 aparelhos celulares, um notebook e um computador de mesa. Além dos dispositivos, foram recolhidos R$ 1,1 mil em espécie e dois veículos que, segundo as investigações, eram utilizados pela associação criminosa. Entre os detidos, a polícia identificou um indivíduo que já estava sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, cumprindo medidas cautelares anteriores.
Os oito suspeitos foram encaminhados à sede da Delegacia de Estelionato, onde prestaram depoimento e foram formalmente autuados pelos crimes de associação criminosa e estelionato qualificado por meio eletrônico. A operação reforça o combate contínuo das forças de segurança de Mato Grosso contra crimes cibernéticos que vitimam consumidores em todo o país. As investigações devem prosseguir para identificar possíveis outros envolvidos e rastrear o destino dos valores obtidos ilicitamente pelo grupo.
Fonte: G1 Mato Grosso
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