Operação histórica na fronteira intercepta centenas de toneladas de madeira com cocaína líquida

Uma operação conjunta de grande escala realizada neste domingo (21) pode ter resultado na maior apreensão de cocaína da história do Brasil. A ação, concentrada na região de fronteira em Cáceres (MT), interceptou quatro caminhões carregados com aproximadamente 260 toneladas de madeira que continham cocaína em estado líquido impregnada no material. Estima-se que o volume total de entorpecentes possa variar entre 20 e 50 toneladas, o que colocaria esta ocorrência como a segunda maior do gênero já registrada em nível mundial.
A força-tarefa contou com a participação estratégica da Receita Federal, Polícia Federal, Exército Brasileiro e do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron). O trabalho investigativo também recebeu suporte internacional de autoridades da Bolívia e dos Estados Unidos. Além dos veículos retidos em solo mato-grossense, outros quatro caminhões com carregamentos idênticos foram interceptados em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, evidenciando a amplitude da rota logística utilizada pelo tráfico.
Durante a abordagem, imagens registraram o trabalho minucioso dos agentes, que utilizaram cães farejadores para localizar os pontos específicos de contaminação na carga. Para confirmar a suspeita, os policiais realizaram perfurações na madeira e coletaram amostras que foram submetidas a testes químicos preliminares, os quais apontaram resultado positivo para o alcaloide. A técnica de misturar a droga de forma líquida à fibra da madeira é uma estratégia sofisticada para tentar burlar a fiscalização alfandegária.
De acordo com as autoridades competentes, a estimativa de que 10% a 20% do peso total da carga seja composto pela droga baseia-se em ocorrências similares registradas anteriormente. "A carga poderá conter entre 20 e 50 toneladas da droga, número que será confirmado após a separação e extração do entorpecente", informaram os órgãos envolvidos. O material passará agora por um complexo processo de perícia e pesagem oficial para determinar a quantidade exata da substância ilícita retirada de circulação.
Fonte: G1 Mato Grosso
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