Operação Gardien IV: Polícia Federal prende homem suspeito de abusar de crianças em Cuiabá desde 1998

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (13), a Operação Gardien IV, que resultou na prisão preventiva de um homem sob a acusação de cometer abusos sexuais contra pelo menos seis crianças em Cuiabá. As investigações apontam que o suspeito atuava de forma criminosa há décadas, com registros de abusos que remontam ao ano de 1998. Além dos crimes de violência sexual, o indivíduo responde por aliciamento de menores e é investigado pela produção, armazenamento e comercialização de materiais contendo pornografia infantil.
O mandado de prisão foi expedido pela 13ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, após o aprofundamento das diligências que revelaram o método de operação do investigado. Segundo a Polícia Federal, o suspeito utilizava uma estratégia de aproximação progressiva para ganhar a confiança das vítimas e de seus familiares, facilitando a execução dos atos ilícitos. Embora seis vítimas tenham sido formalmente identificadas até o momento, as autoridades acreditam que o número de crianças atingidas possa ser maior, à medida que novos desdobramentos da investigação surjam.
A operação joga luz sobre a gravidade da exploração sexual infantil e a longevidade da impunidade em certos casos. Os agentes federais destacaram que o suspeito não apenas praticava os abusos físicos, mas também inseria-se em uma rede de exploração digital, lucrando com a distribuição de conteúdo criminoso. A PF reforça que o monitoramento constante é a melhor ferramenta de prevenção.
Em nota orientativa, a Polícia Federal fez um alerta rigoroso aos pais e responsáveis sobre a segurança de menores, especialmente no ambiente digital. "Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades on-line dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco", afirma a instituição.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Federal continua a analisar os materiais apreendidos para identificar possíveis novas vítimas e outros envolvidos na rede de comercialização de arquivos ilícitos.
Fonte: G1 Mato Grosso
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