Operação Fatura Final: Gaeco desarticula esquema de extorsão contra comerciantes em Sinop

Operação Fatura Final: Gaeco desarticula esquema de extorsão contra comerciantes em Sinop

Uma força-tarefa liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, desarticulou nesta terça-feira (24) um esquema de extorsão que vitimava comerciantes no município de Sinop. A operação, batizada de 'Fatura Final', resultou na prisão de sete suspeitos envolvidos em uma estrutura criminosa que impunha o pagamento de taxas sob o pretexto de oferecer segurança, prática denominada pelos investigados como 'caixinha do comando'.

A ofensiva contou com o apoio estratégico da Polícia Militar e incluiu o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão. Além das ações nas ruas, a operação estendeu-se ao sistema prisional, com três buscas realizadas na Penitenciária Central do Estado (PCE). Segundo as autoridades, lideranças que já se encontravam sob custódia continuavam a exercer influência e a emitir ordens diretas para a manutenção das atividades ilícitas da facção.

As investigações detalham que o grupo operava de forma altamente organizada, com uma hierarquia bem definida. A estrutura contava com gerentes, disciplinadores, executores, operadores financeiros e intermediadores de conflitos. Além da extorsão financeira, a organização era responsável por promover ameaças violentas e mediar disputas privadas, muitas vezes culminando na aplicação de 'sentenças' proferidas pelo chamado 'Tribunal do Crime'.

O modus operandi dos criminosos consistia na coerção sistemática de empresários locais. Através de graves ameaças, os membros da facção arbitravam conflitos e exigiam repasses financeiros constantes. Durante o processo investigativo, o Gaeco teve acesso a materiais que comprovam a truculência das abordagens e a forma como o grupo utilizava a violência para consolidar seu domínio na região.

Com a deflagração da Operação Fatura Final, as forças de segurança buscam não apenas punir os executores imediatos, mas também interromper o fluxo de comunicação e financeiro que sustenta essas organizações. O material apreendido, que inclui armas e dinheiro em espécie, será analisado para dar continuidade ao inquérito e identificar outros possíveis envolvidos na rede de extorsão que afetava o desenvolvimento econômico e a tranquilidade pública em Sinop.

Fonte: G1 Mato Grosso

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