Operação Fake Eagle desarticula grupo em Cuiabá especializado em fraudes eletrônicas contra empresas

A Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, deflagrou nesta terça-feira (1º) a Operação Fake Eagle, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas. A ofensiva resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão na cidade de Cuiabá, apontada como a base operacional dos investigados.
As investigações tiveram início após uma tentativa de golpe contra uma empresa localizada em Esteio (RS). Na ocasião, uma funcionária do setor financeiro foi contatada via WhatsApp por um indivíduo que utilizava a foto de perfil do diretor da companhia. O criminoso solicitou uma transferência bancária no valor de R$ 29 mil. A transação não foi concretizada porque a colaboradora desconfiou do tom da mensagem e da conta bancária indicada, que pertencia a um terceiro.
De acordo com o inquérito policial, o grupo utilizava uma estrutura sofisticada para ludibriar as vítimas e dificultar o rastreamento das autoridades. Entre as táticas empregadas estava o uso de linhas telefônicas com DDD 51, correspondente ao Rio Grande do Sul, para conferir maior credibilidade às abordagens. Entretanto, a análise técnica das antenas de telefonia confirmou que os dispositivos eram operados diretamente da capital mato-grossense.
A polícia identificou que o núcleo operacional era composto por três indivíduos responsáveis pela gestão de contas digitais, fornecimento de infraestrutura de conexão e controle do fluxo financeiro. O esquema envolvia a utilização de "laranjas" e a fragmentação dos valores recebidos por meio de sucessivas transferências entre diversas contas bancárias, visando ocultar a origem ilícita do montante.
Com o cruzamento de dados bancários, telefônicos e digitais, os investigadores conseguiram vincular diferentes contas fraudulentas aos mesmos aparelhos e pontos de conexão à internet em Cuiabá. Os alvos da operação poderão responder judicialmente pelos crimes de associação criminosa e estelionato mediante fraude eletrônica na modalidade tentada. As autoridades seguem analisando o material apreendido para identificar outros possíveis integrantes e novas vítimas da organização.
Fonte: G1 Mato Grosso
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