Operação em Cuiabá flagra falso terapeuta realizando atendimentos a crianças com autismo

Operação em Cuiabá flagra falso terapeuta realizando atendimentos a crianças com autismo

Uma operação conjunta realizada na manhã desta quinta-feira (18) desarticulou um esquema de exercício ilegal da profissão em Cuiabá. A ação, que envolveu a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal, flagrou um homem de 54 anos atuando indevidamente como terapeuta ocupacional no bairro Altos do Coxipó. O suspeito focava seus atendimentos em um público vulnerável: crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A fiscalização foi motivada por denúncias encaminhadas ao conselho profissional, indicando que o indivíduo realizava terapias especializadas sem possuir a formação acadêmica necessária ou o registro obrigatório para o exercício da função. Durante a diligência, as equipes confirmaram que o imóvel, de caráter residencial, funcionava como uma clínica improvisada e não possuía alvará sanitário nem as licenças exigidas pelos órgãos competentes.

De acordo com as autoridades, o ambiente não apresentava as condições técnicas adequadas para o tratamento de crianças. Entre os materiais apreendidos, destaca-se uma nota fiscal no valor de R$ 15.360,00 referente a serviços de terapia ocupacional, evidenciando o prejuízo financeiro e os riscos à saúde dos pacientes. Há ainda a suspeita de que alguns atendimentos fossem financiados pelo poder público por meio de decisões judiciais, ponto que será rigorosamente apurado durante o inquérito policial.

O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, ressaltou a importância da fiscalização rigorosa para a proteção da sociedade. "A atuação integrada dos órgãos de fiscalização é essencial para garantir a segurança dos pacientes e evitar prejuízos aos consumidores", afirmou o delegado. A Polícia Civil agora investiga se houve a prática de outros crimes, como uso de documentos falsos e infrações contra a fé pública. O estabelecimento foi notificado pela Vigilância Sanitária para regularizar sua situação, enquanto o suspeito responderá pelos atos identificados durante a operação.

Fonte: G1 Mato Grosso

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