Operação do Ministério Público investiga movimentação de R$ 7 milhões em emendas parlamentares em Mato Grosso

Operação do Ministério Público investiga movimentação de R$ 7 milhões em emendas parlamentares em Mato Grosso

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), deflagrou uma investigação detalhada para apurar a movimentação de aproximadamente R$ 7 milhões em emendas parlamentares. A operação, denominada "Emenda Oculta", cumpriu mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Elizeu Nascimento e seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento, além de outras quatro pessoas físicas e entidades do terceiro setor.

De acordo com as investigações, o esquema envolveria o saque sistemático de valores em espécie logo após a liberação de recursos públicos destinados ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE). Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações atípicas, incluindo retiradas vultosas em dinheiro vivo, com valores que variam entre R$ 120 mil e R$ 350 mil, realizados em curtos intervalos de tempo. Registros fotográficos e de monitoramento teriam captado os investigados em instituições financeiras e em encontros subsequentes às retiradas.

Em nota oficial, o deputado Elizeu Nascimento afirmou que sua assessoria jurídica está acompanhando o caso, ressaltando que ainda não teve acesso integral aos autos devido ao sigilo processual. O parlamentar declarou que "aguarda o andamento e os desdobramentos das apurações para eventual manifestação mais aprofundada". Durante as buscas, foram apreendidos R$ 150 mil na residência do deputado e R$ 50 mil em um imóvel ligado ao vereador Cezinha Nascimento.

A Justiça de Mato Grosso autorizou o bloqueio de bens e a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. No entanto, o pedido de afastamento dos cargos públicos foi indeferido, sob o entendimento judicial de que não há elementos que comprovem risco imediato de interferência nas investigações. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e os partidos políticos dos investigados informaram que acompanham o caso com cautela, prezando pelo devido processo legal e pela ampla defesa, mas garantindo rigor caso as irregularidades sejam confirmadas.

Fonte: G1 Mato Grosso

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