Operação do Ministério Público investiga fraudes em concursos públicos em três estados

Operação do Ministério Público investiga fraudes em concursos públicos em três estados

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, nesta terça-feira (21), a operação intitulada "A Porta É Larga", com o objetivo de desarticular um suposto esquema de fraudes em concursos públicos. O foco inicial das investigações é o certame realizado pela Câmara Municipal de Minduri (MG), mas o desdobramento das apurações já aponta para possíveis irregularidades em pelo menos 16 seleções organizadas pela mesma empresa nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo.

A empresa sob investigação é a Cássia Aparecida de Oliveira, que opera sob o nome fantasia CAP Concursos Públicos. De acordo com o MPMG, existem indícios de que a metodologia suspeita aplicada em Minduri possa ter sido replicada em outros municípios. No estado de Mato Grosso, as seleções realizadas em Colíder, Nova Santa Helena e Diamantino entraram no radar das autoridades. Em São Paulo, o município de Jumirim também é citado, enquanto a maioria das outras cidades sob análise está localizada em território mineiro, como São Lourenço, Carmo do Rio Claro e Itaú de Minas.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão nas cidades de Minduri e Andrelândia. O Ministério Público investiga a prática de crimes graves, incluindo falsidade ideológica, fraude em certames de interesse público, corrupção passiva e associação criminosa. O órgão esclareceu que a fase atual busca confirmar se as irregularidades de fato ocorreram em todas as cidades listadas ou se o esquema ficou restrito a casos específicos.

As administrações municipais citadas reagiram com cautela. Grande parte das prefeituras informou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e que ainda não recebeu notificações oficiais das autoridades judiciárias. Em notas, municípios como São Lourenço, Jumirim e Nova Santa Helena destacaram que a contratação da banca organizadora ocorreu via processos licitatórios regulares e transparentes, colocando-se à inteira disposição do Ministério Público para colaborar com a elucidação dos fatos.

A investigação segue em andamento para determinar a extensão total das atividades da empresa e garantir a lisura dos processos seletivos públicos, fundamentais para o acesso democrático aos cargos nos municípios afetados.

Fonte: G1 Mato Grosso

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