Operação desarticula grupo especializado em golpes bancários e apreende 'supermaconha' em Cuiabá

Uma ação conjunta entre as forças de segurança resultou na prisão da suspeita de liderar um sofisticado esquema de fraudes eletrônicas e de seu cônjuge, na manhã desta terça-feira (19), em Cuiabá. Durante o cumprimento dos mandados judiciais na residência do casal, os agentes da Polícia Civil localizaram e apreenderam aproximadamente 10 quilos de skunk, substância entorpecente conhecida como “supermaconha”, que estava devidamente embalada a vácuo e pronta para distribuição.
A operação, coordenada pela Polícia Civil de Goiás com o suporte operacional das instituições de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, visa desarticular uma organização criminosa especializada em crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro. No total, a ofensiva mobilizou as equipes para o cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão domiciliar em quatro estados brasileiros. Os nomes dos detidos não foram revelados pelas autoridades até o momento.
De acordo com o inquérito policial, o grupo operava por meio da criação de páginas falsas que simulavam a interface de um banco digital renomado. Para atrair as vítimas, os criminosos investiam em anúncios patrocinados, garantindo que o link fraudulento figurasse entre os primeiros resultados nos mecanismos de busca da internet. Ao acessar a plataforma clonada, o usuário era induzido a fornecer dados sensíveis e a validar um QR Code, acreditando tratar-se de um protocolo de segurança da instituição financeira.
A técnica utilizada pela organização é conhecida no meio pericial como “session hijack” ou sequestro de sessão. No instante em que a vítima inseria as informações, os suspeitos capturavam as credenciais em tempo real, assumindo o controle total da conta bancária. Com o acesso estabelecido, o grupo realizava transferências imediatas via Pix para contas de terceiros, denominados “mulas financeiras”, que serviam para pulverizar o capital e dificultar o rastreamento dos valores ilícitos.
Os investigados devem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de capitais. A apreensão dos entorpecentes na capital mato-grossense adiciona uma nova vertente às investigações, que agora também analisam o envolvimento dos líderes do esquema com o tráfico de drogas.
Fonte: G1 Mato Grosso
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