Operação desarticula 'aeroporto de drones' e causa prejuízo de R$ 500 mil ao crime em Rondonópolis

Operação desarticula 'aeroporto de drones' e causa prejuízo de R$ 500 mil ao crime em Rondonópolis

A Polícia Penal de Mato Grosso desarticulou, na última quarta-feira (15), um sofisticado esquema de logística criminosa que operava nas proximidades da Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, popularmente conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis. Durante a operação, os agentes localizaram o que foi classificado como um "aeroporto de drones", utilizado para o arremesso de ilícitos para o interior da unidade prisional. A ação resultou na apreensão de um vasto arsenal tecnológico, gerando um prejuízo financeiro significativo ao crime organizado.

A intervenção ocorreu após a identificação de uma base de operações clandestina no entorno do presídio. No momento da abordagem, os policiais foram recebidos a tiros, o que deu início a um confronto armado e a uma perseguição em uma região de mata fechada. Apesar da ofensiva policial, os suspeitos conseguiram evadir-se do local, abandonando para trás todo o aparato técnico que seria utilizado para abastecer os detentos.

O balanço das apreensões impressiona pela quantidade e pelo valor dos itens. Foram recolhidos três drones de alta performance, três cases de transporte, três controles remotos, 11 baterias e quatro carretéis de linha de alta resistência. Além do suporte de voo, a polícia confiscou 28 aparelhos celulares, 21 fontes de alimentação, 16 cabos USB, 10 fones de ouvido e duas telas display. Segundo estimativas da Polícia Penal, o valor total dos equipamentos apreendidos gira em torno de R$ 500 mil.

As investigações apontam que essa estrutura era fundamental para a manutenção das comunicações ilícitas dentro da Mata Grande. Os drones eram empregados sistematicamente para repor telefones celulares e outros objetos proibidos que haviam sido confiscados pelas autoridades durante as constantes revistas de rotina realizadas no presídio. Com a neutralização dessa rota aérea, a segurança pública impõe uma barreira tecnológica importante contra a entrada de materiais não autorizados.

Todo o material recolhido foi devidamente encaminhado às autoridades competentes para a formalização dos procedimentos administrativos e a continuidade das investigações, que visam identificar e capturar os responsáveis pela operação do esquema. A Polícia Penal segue monitorando a região para impedir novas tentativas de infiltração de objetos na unidade.

Fonte: G1 Mato Grosso

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