Operação da Polícia Civil desarticula esquema de pesca predatória e apreende 900 kg de peixe em Cuiabá

Operação da Polícia Civil desarticula esquema de pesca predatória e apreende 900 kg de peixe em Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou uma operação nesta terça-feira (2) que resultou na prisão de três homens em Cuiabá. O grupo é suspeito de operar um esquema de compra, armazenamento e venda de peixes provenientes de pesca predatória no Rio Cuiabá. A ação culminou na apreensão de aproximadamente 900 quilos de pescado ilegal, abrangendo espécies nativas como pintado, piraputanga, pacupeva e dourado.

A ofensiva policial teve como base uma série de denúncias anônimas que relatavam a prática sistemática de pesca ilegal nas imediações da Ponte Sérgio Motta. Segundo os relatos, os criminosos utilizavam redes para a captura indiscriminada de espécimes, ferindo as normas ambientais vigentes. Os detidos foram identificados como Josino Soares de Amorim, de 62 anos, Robson Modesto da Silva Almeida, de 44 anos, e José Guilherme de Campos Júnior, de 27 anos.

As investigações da Dema revelaram que o pescado era destinado à revenda para terceiros, tendo como um dos principais pontos de escoamento uma peixaria situada na Praça do Praeirinho. O estabelecimento em questão já possuía histórico de investigação por suspeitas de comercialização de produtos irregulares. Durante as diligências em um imóvel na capital, onde Josino e Robson foram localizados, os agentes encontraram diversos exemplares das espécies mencionadas.

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a localização de notas fiscais em branco emitidas em nome da referida peixaria. Para a Polícia Civil, esse material reforça os indícios de que o comércio atuava como receptor e possível financiador da atividade ilícita na região. Após a abordagem e a constatação da irregularidade do material, os três homens foram conduzidos à delegacia para a lavratura do flagrante e demais procedimentos legais.

O caso permanece sob acompanhamento da Polícia Civil, que busca aprofundar as investigações para identificar outros possíveis envolvidos na cadeia de pesca predatória e comercialização ilegal em Mato Grosso. A defesa dos investigados ainda não foi localizada para se manifestar sobre o ocorrido.

Fonte: G1 Mato Grosso

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