Operação Círculo Vicioso desarticula organização interestadual de furto a caixas eletrônicos em MT

Uma força-tarefa composta pelas polícias civis de Mato Grosso, Santa Catarina e Maranhão, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Círculo Vicioso. O objetivo é desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em arrombamentos de caixas eletrônicos e lavagem de capitais. Ao todo, estão sendo cumpridas 74 ordens judiciais, que incluem 10 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão, além de quebras de sigilo bancário e bloqueio de ativos financeiros que somam aproximadamente R$ 240 mil.
As investigações, concentradas nas cidades de Cuiabá e Rondonópolis (MT), Joinville (SC) e São Luís (MA), revelaram um esquema sofisticado de furto e ocultação de valores. O grupo utilizava ferramentas de alto poder industrial, como lanças térmicas, para perfurar os cofres dos terminais bancários. Um dos casos que deu origem ao inquérito ocorreu em janeiro de 2026, em Várzea Grande, onde os criminosos subtraíram R$ 105 mil de um supermercado, utilizando lonas para esconder a luminosidade dos cortes e realizando aberturas estratégicas nas paredes das unidades invadidas.
A estrutura do grupo era dividida em núcleos operacionais. Enquanto uma frente executava os arrombamentos, outra equipe era responsável por um processo químico de limpeza das cédulas, visando remover a tinta de segurança acionada durante os furtos. Após a recuperação das notas, a organização utilizava a técnica financeira conhecida como "smurfing", que consiste em fracionar grandes quantias em pequenos depósitos bancários para evitar alertas dos órgãos de fiscalização e dificultar o rastreamento da origem ilícita do dinheiro.
A Polícia Civil identificou que a organização possuía ramificações nacionais, com integrantes residentes em Santa Catarina que se deslocavam até Mato Grosso especificamente para realizar os ataques. Há indícios de que os suspeitos também possuam histórico de atividades criminosas nos estados do Rio de Janeiro e Alagoas. Além das prisões, o bloqueio de R$ 239.980,52 determinado pela Justiça visa reparar os prejuízos identificados em quatro das seis ocorrências mapeadas entre o final de 2025 e o início de 2026.
Fonte: G1 Mato Grosso
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