Mulher é indiciada por lesão corporal seguida de morte após agressão com capacete em Mato Grosso

Mulher é indiciada por lesão corporal seguida de morte após agressão com capacete em Mato Grosso

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Aldonir Ribeiro da Luz, de 48 anos, indiciando uma mulher de 49 anos por lesão corporal seguida de morte. O crime, ocorrido em um estabelecimento comercial no município de Cocalinho, teve como estopim uma discussão que culminou em agressões físicas desferidas com o uso de capacetes contra a cabeça da vítima. Após meses de complicações de saúde decorrentes dos ferimentos, a morte de Aldonir foi confirmada, levando ao encerramento das investigações policiais e ao encaminhamento do caso ao Poder Judiciário.

Os fatos transcorreram no bairro Alto Cocalinho, por volta das 14h50 do dia 6 de dezembro. Conforme as investigações e registros de câmeras de segurança, durante o desentendimento no bar, a suspeita arremessou dois capacetes contra a região craniana da vítima. A intervenção do proprietário do local foi necessária para retirar a agressora do estabelecimento e cessar o ataque. Embora o incidente tenha ocorrido inicialmente sem um desfecho fatal imediato, o quadro clínico de Aldonir apresentou uma deterioração progressiva nos meses seguintes.

Posteriormente à agressão, a vítima foi encontrada inconsciente por familiares, sendo submetida a uma série de atendimentos médicos de urgência. Aldonir percorreu diversas unidades de saúde, incluindo o Hospital Municipal de Cocalinho, o Hospital Regional de Água Boa e, por fim, o Hospital Metropolitano de Várzea Grande. Apesar dos esforços das equipes médicas, os exames apontaram lesões graves e irreversíveis na cabeça. O óbito foi registrado no dia 28 de fevereiro do ano seguinte, estabelecendo o nexo causal entre a agressão sofrida e a fatalidade.

O inquérito policial foi robustecido por um conjunto de provas técnicas e testemunhais, incluindo as imagens do circuito interno do bar, depoimentos de quem presenciou a cena, prontuários médicos e o laudo de necropsia elaborado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Com a conclusão dos trabalhos, a mulher responderá pelo crime de lesão corporal seguida de morte, cuja tipificação prevê uma pena de reclusão que varia de 4 a 12 anos. O processo agora segue sob a análise do Ministério Público e da Justiça para as devidas providências legais.

Fonte: G1 Mato Grosso

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