MPMT investiga denúncia de lista violenta contra alunas de Direito da UFMT e exige explicações da universidade

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou um procedimento administrativo nesta quarta-feira (6) para investigar a denúncia de uma lista discriminatória e violenta elaborada por estudantes do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no campus de Cuiabá. A instituição de ensino recebeu um prazo de cinco dias para prestar esclarecimentos oficiais sobre o caso, que envolve mensagens de texto com teores de violência sexual direcionados a alunas da faculdade.
A investigação do Ministério Público busca apurar a conduta dos envolvidos após o vazamento de diálogos em aplicativos de mensagens, nos quais os estudantes citavam explicitamente intenções de abuso contra colegas de turma. Diante da gravidade dos fatos, a Reitoria da UFMT foi oficiada para detalhar quais medidas internas de punição e acolhimento estão sendo implementadas. Além da universidade, o Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) também foram acionados para fornecer provas e documentos que auxiliem na elucidação do ocorrido.
Como resposta imediata ao escândalo, a Faculdade de Direito confirmou o afastamento preventivo de um estudante calouro, matriculado no primeiro semestre, suspeito de participação no episódio. A identidade do aluno foi preservada. Paralelamente, a UFMT oficializou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para conduzir a apuração rigorosa das responsabilidades no âmbito acadêmico.
O episódio gerou uma onda de indignação na comunidade acadêmica. Na última segunda-feira (4), estudantes organizaram protestos no campus, utilizando cartazes para repudiar a cultura de violência e cobrar posicionamentos enérgicos da administração superior. De acordo com o Centro Acadêmico, o conteúdo ofensivo circulou rapidamente em grupos de mensagens, motivando a mobilização estudantil. "O caso ganhou repercussão nesta semana e gerou revolta e protestos de estudantes do próprio curso", aponta o registro dos fatos, evidenciando a pressão social por justiça dentro da universidade.
Fonte: G1 Mato Grosso
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