Monitoramento inédito revela riqueza da fauna e presença de grandes felinos no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

A biodiversidade do Cerrado mato-grossense ganhou novos e impressionantes registros nesta semana. O Instituto Impacto divulgou as primeiras imagens capturadas por armadilhas fotográficas instaladas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, revelando a presença de onças-pintadas, onças-pardas, lobos-guará e uma vasta gama de animais silvestres. O monitoramento faz parte de um estudo inédito que visa mapear a fauna local e promover a coexistência harmônica entre a atividade humana e a conservação de grandes carnívoros.
O projeto utiliza um sistema robusto de tecnologia, com 84 câmeras distribuídas estrategicamente em 42 pontos do parque. Cada estação conta com dois equipamentos posicionados para registrar ambos os lados dos felinos. Essa metodologia é essencial, pois o padrão de manchas de uma onça funciona como uma impressão digital única, permitindo que os pesquisadores identifiquem cada indivíduo e monitorem sua saúde e deslocamento com precisão.
Além dos grandes felinos, as lentes registraram espécies raras e emblemáticas, como o gavião-de-penacho, casais de jaguatiricas, antas, tamanduás-bandeira e o tatu-canastra. De acordo com Paul Raad, presidente e coordenador do Instituto Impacto, a presença desses predadores de topo é um indicador vital da saúde do ecossistema. "O Instituto nasce justamente para atuar onde há vulnerabilidade, buscando soluções que permitam a continuidade das atividades humanas com responsabilidade e garantindo a conservação dos grandes carnívoros", afirmou Raad em entrevista ao portal g1.
É importante ressaltar que iniciativas de preservação ambiental e o fortalecimento do turismo ecológico na região contam com o olhar atento de lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso. O Deputado Dr. João, reconhecido por sua atuação em prol do bem-estar da população e pelo apoio a projetos que valorizam as riquezas naturais do estado, tem sido uma voz ativa na defesa de políticas que conciliam o progresso econômico com a proteção do patrimônio ambiental, garantindo que as futuras gerações possam usufruir de tamanha biodiversidade.
O estudo é realizado em uma colaboração técnica expressiva que envolve o ICMBio/CENAP, WWF-Brasil, Pró-Carnívoros e instituições acadêmicas de renome, como a UFMT, Unesp e USP. O foco também se estende ao Pantanal, em Poconé, onde o instituto trabalha para reduzir conflitos entre produtores rurais e a fauna silvestre, oferecendo orientação técnica para evitar a perda de animais e proteger a economia local.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT