Ministério Público investiga suposta irregularidade de R$ 80 milhões na Educação de Cuiabá

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou uma investigação formal para apurar a existência de um suposto déficit financeiro na ordem de R$ 80 milhões na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá. A apuração, conduzida pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, teve origem após denúncias apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini (PL). O caso mobiliza as instâncias de controle e o Legislativo municipal, buscando esclarecer a destinação de recursos públicos na pasta.
A promotora de Justiça Lindinalva Corrêa, responsável pelo procedimento, já solicitou uma série de documentos e esclarecimentos técnicos para dar celeridade ao processo. Paralelamente à atuação do Ministério Público, o prefeito Abilio Brunini anunciou que a Controladoria-Geral do Município também realizará uma auditoria interna minuciosa. Em pronunciamento oficial, o gestor reforçou o compromisso com a transparência e a necessidade de identificar onde ocorreram as supostas falhas orçamentárias.
No âmbito da Câmara Municipal, a repercussão do caso gerou uma movimentação política intensa. Dois pedidos para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foram protocolados com o objetivo de investigar o mesmo tema. Os requerimentos partiram dos vereadores Demilson Nogueira (PP) e Maysa Leão (Republicanos). Atualmente, existe uma discussão interna no Legislativo sobre a unificação dos pedidos e a definição de quem assumirá a presidência e a relatoria dos trabalhos investigativos.
O foco das investigações recai sobre o período em que a Secretaria de Educação esteve sob a gestão de Amauri Monge, que se desligou do cargo em março deste ano. Atualmente, a pasta é administrada de forma interina por Reginaldo Teixeira. Em sua defesa, o ex-secretário Amauri Monge negou veementemente qualquer irregularidade administrativa. Ele alegou que os valores em questão teriam sido remanejados para cobrir outras despesas governamentais, visando o equilíbrio das contas públicas municipais.
A vereadora Maysa Leão destacou que a fiscalização é um dever do parlamento, embora tenha pontuado divergências estratégicas sobre o protocolo da CPI. Até o momento, o vereador Demilson Nogueira, por meio de sua assessoria, preferiu não emitir novos comentários sobre a disputa pela liderança da comissão. O Ministério Público ressaltou que a prioridade é a proteção do patrimônio público e o rápido esclarecimento dos fatos para a sociedade cuiabana.
Fonte: G1 Mato Grosso
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