Ministério Público denuncia nove suspeitos por envolvimento no assassinato de advogado em Cuiabá

Ministério Público denuncia nove suspeitos por envolvimento no assassinato de advogado em Cuiabá

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) oficializou, nesta sexta-feira (22), a denúncia contra nove indivíduos suspeitos de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri. O crime, ocorrido em dezembro de 2023 na capital mato-grossense, é tratado pelas autoridades como um homicídio por encomenda, envolvendo uma complexa estrutura de mandantes e executores contratados para a ação criminosa.

Conforme a peça acusatória apresentada pelos promotores do Núcleo de Defesa da Vida, o casal Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo foi apontado como os supostos mandantes do crime. Além deles, a denúncia abrange nomes que já figuravam em investigações anteriores e novos suspeitos que teriam participação direta ou logística no atentado. Entre os denunciados estão Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antônio Gomes da Silva — que já haviam sido pronunciados para o Tribunal do Júri —, além de Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater.

A investigação aponta que Roberto Zampieri foi alvo de uma emboscada em frente ao seu escritório no dia 5 de dezembro de 2023, sendo atingido por dez disparos de arma de fogo enquanto estava em seu veículo. O desdobramento do caso, que contou com o suporte de um inquérito complementar relatado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou a existência de um grupo autodenominado “Comando C4”. Segundo a Polícia Federal, a organização atuava em atividades de espionagem e execuções sob encomenda.

O caso tomou proporções ainda maiores ao servir de estopim para investigações sobre um suposto esquema de venda de sentenças judiciais, com ramificações que atingiram o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, o processo tramita sob segredo de justiça na 12ª Vara Criminal da Capital, embora o Ministério Público tenha solicitado a quebra do sigilo para garantir a transparência dos atos processuais. A denúncia é assinada por um grupo de promotores que reforça o compromisso das instituições em desarticular organizações criminosas que atentam contra a vida e a ordem jurídica no estado.

Fonte: G1 Mato Grosso

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