Médico condenado por estupro e violência doméstica é preso pela Polícia Civil em Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou, nesta quarta-feira (20), a prisão de um médico de 42 anos no município de Barra do Garças. O suspeito foi detido no momento em que se preparava para uma pescaria, em cumprimento a dois mandados judiciais distintos. Um deles refere-se a uma prisão preventiva por novos episódios de violência doméstica, enquanto o segundo trata-se de uma condenação definitiva, com pena de 12 anos de reclusão, por crimes de estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra uma ex-companheira.
A investigação que culminou na prisão preventiva mais recente teve início após uma jovem de 21 anos procurar a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM). Segundo o relato da vítima, ela teria sido agredida com socos e chutes durante uma discussão motivada por ciúmes. A mulher afirmou ainda que episódios de violência já haviam ocorrido anteriormente, o que levou a Polícia Civil a instaurar um inquérito para apurar as ameaças e as agressões físicas sofridas dentro de sua residência.
Paralelamente à nova denúncia, o médico já possuía uma condenação transitada em julgado. Os crimes que fundamentaram a sentença de 12 anos ocorreram entre os anos de 2019 e 2022, envolvendo outra vítima com quem ele manteve um relacionamento. Ao todo, a Delegacia da Mulher de Barra do Garças conduziu três inquéritos policiais contra o investigado ao longo desse período, abrangendo crimes graves como estupro e privação de liberdade no contexto de violência doméstica.
A captura ocorreu no bairro Santo Antônio, após diligências das equipes policiais que monitoravam o paradeiro do suspeito. O Conselho Regional de Medicina (CRM) manifestou-se por meio de nota, informando que já está apurando o caso no âmbito administrativo. Após a formalização da prisão na delegacia, o médico foi encaminhado para a custódia do sistema prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento de sua pena e o prosseguimento das novas investigações.
Fonte: G1 Mato Grosso
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