Mato Grosso registra a terceira maior taxa de feminicídios do Brasil, revela Anuário de Segurança

Mato Grosso registra a terceira maior taxa de feminicídios do Brasil, revela Anuário de Segurança

Mato Grosso encerrou o ano de 2025 com uma estatística alarmante no setor de segurança pública, consolidando-se como o terceiro estado com a maior taxa de feminicídios no Brasil. De acordo com os dados apresentados pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a unidade federativa registrou um índice de 2,7 casos para cada 100 mil mulheres, totalizando 54 vítimas fatais ao longo do período analisado.

O levantamento detalha que Mato Grosso fica atrás apenas do Acre, que lidera o ranking com taxa de 3,2, e de Rondônia, com 2,9. Um dado que gera extrema preocupação nas autoridades é o fato de que, entre as mulheres assassinadas em solo mato-grossense em 2025, sete delas possuíam Medidas Protetivas de Urgência ativas no momento em que foram vitimadas, evidenciando os desafios na eficácia da proteção estatal. A tendência de violência parece persistir, visto que, entre janeiro e julho de 2026, o estado já contabilizou 27 novos casos de feminicídio.

O relatório também trouxe luz a casos específicos que chocaram a opinião pública em diferentes regiões. Em Sorriso, a estudante de administração Jacyra Grampola Gonçalves da Silva, de 24 anos, foi assassinada a tiros em um pesqueiro. O crime, registrado por câmeras de segurança, levou à prisão do ex-namorado da vítima. Já em Sinop, a fonoaudióloga Ana Paula Abreu Carneiro, de 33 anos, foi morta a facadas dentro de sua residência; o marido foi preso em flagrante e alegou que o crime ocorreu após uma discussão sobre doutrinas teológicas.

Outro episódio brutal foi registrado em Confresa, onde Regiane Alves da Silva, de 29 anos, foi atacada com golpes de faca pelo marido enquanto segurava a filha de três anos no colo. O agressor foi detido pelas forças policiais. O cenário de violência de gênero em Mato Grosso reflete uma realidade crítica que demanda atenção contínua das instituições de segurança e justiça para reverter os índices que colocam o estado no topo do ranking nacional de crimes contra a vida das mulheres.

Fonte: G1 Mato Grosso

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