Mapeamento aponta que mais de 13 mil pessoas vivem em áreas de risco em Mato Grosso

Mapeamento aponta que mais de 13 mil pessoas vivem em áreas de risco em Mato Grosso

Mato Grosso possui atualmente 13,3 mil habitantes residindo em áreas classificadas com risco alto ou muito alto de desastres naturais, como inundações, alagamentos, deslizamentos e erosões. Os dados constam em um mapeamento detalhado realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que identificou 179 pontos críticos distribuídos em 29 municípios do estado. O levantamento serve como um instrumento estratégico para que o poder público possa orientar ações de prevenção e minimizar o impacto de possíveis catástrofes.

De acordo com o relatório técnico, a vulnerabilidade dessas regiões está intrinsecamente ligada à ocupação irregular do solo. Muitas dessas moradias foram estabelecidas em planícies de inundação, áreas de depressão topográfica e encostas instáveis. O SGB destaca que a solução para o problema perpassa obrigatoriamente por uma fiscalização rigorosa, políticas de conscientização da população e medidas preventivas estruturantes. As cidades que concentram o maior número de pontos de atenção são Várzea Grande, Barra do Garças e Rondonópolis.

Em Rondonópolis, o estudo identificou 16 áreas de perigo acentuado, sendo sete de risco alto e nove de risco muito alto. Ao todo, 248 imóveis estão situados nessas localidades, abrigando quase mil pessoas. Os bairros Granville, Sagrada Família, Vila Aurora I e Centro estão entre os citados. Um ponto de atenção especial reside no bairro São Francisco, onde centenas de moradores convivem diariamente com o risco iminente de alagamentos e inundações. No Jardim Maria Tereza, a situação também é crítica, com 168 pessoas vivendo em condições de vulnerabilidade extrema na Rua I.

Já em Várzea Grande, o mapeamento contabilizou 32 áreas de risco, onde residem aproximadamente 965 pessoas. Um dado demográfico relevante aponta que 13% dessa população é composta por idosos, o que aumenta a necessidade de planos de evacuação eficientes. Nestas localidades, 86% das moradias estão sujeitas a inundações severas. O monitoramento faz parte do planejamento anual do SGB e está integrado ao Plano Plurianual 2024-2027 do governo federal, compondo um esforço nacional que já mapeou mais de 1,8 mil municípios no Brasil.

Fonte: G1 Mato Grosso

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