Luto no Alto Xingu: Falece o Cacique Afukaka Kuikuro, Referência na Defesa dos Povos Indígenas

O Território Indígena do Alto Xingu está em luto após a confirmação do falecimento do cacique Afukaka Kuikuro, figura central e uma das lideranças mais respeitadas da região. A notícia foi formalizada nesta segunda-feira (15) por meio de entidades representativas, embora detalhes específicos como a causa do óbito, a idade do líder e a data exata do falecimento não tenham sido divulgados até o momento. Afukaka era o cacique da aldeia Ipatse e dedicou décadas de sua trajetória à preservação das tradições de seu povo e à proteção ambiental.
Em uma nota conjunta, a Associação Terra Indígena Xingu (ATIX), a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira expressaram profundo pesar. "Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos, à comunidade Kuikuro e a todos que tiveram o privilégio de conviver com sua liderança", destacaram as organizações, reforçando o papel de Afukaka como uma referência inabalável na defesa dos direitos territoriais e culturais.
O Instituto Raoni também se manifestou publicamente, ressaltando a importância histórica de Afukaka como guardião da floresta e da ancestralidade. A entidade enfatizou que o trabalho do cacique foi fundamental para a coesão do movimento indígena brasileiro. Em comunicado oficial, o instituto declarou: “Sua partida representa uma perda imensurável para o povo Kuikuro, para os povos do Xingu e para todo o movimento indígena brasileiro. Permanecem, entretanto, sua palavra, seus ensinamentos e o exemplo de uma vida dedicada à coletividade e às futuras gerações”.
O legado de Afukaka Kuikuro é marcado por uma atuação firme e diplomática, sendo reconhecido por sua capacidade de articular a defesa da Amazônia com as necessidades práticas de sua comunidade. Em momentos críticos, como durante a pandemia de Covid-19, sua liderança foi essencial para a implementação de protocolos de segurança que protegeram os moradores da aldeia Ipatse. Sua ausência deixa um vácuo na política indígena de Mato Grosso, mas seus ensinamentos continuam a guiar as novas gerações de líderes que buscam a sustentabilidade e o respeito às terras ancestrais.
Fonte: G1 Mato Grosso
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