Justiça torna réu homem acusado de matar esposa e ocultar corpo em Cuiabá

O Poder Judiciário de Mato Grosso acatou a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, tornando-o réu pelo assassinato de sua esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos. O crime, ocorrido no início de maio em Cuiabá, chocou a região pela frieza da execução e pelas tentativas de ocultação do cadáver. O acusado responderá pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi premeditado. A vítima foi surpreendida enquanto dormia e morta por asfixia mecânica. Após o ato, o réu teria transportado o corpo até um imóvel de propriedade de Nilza, onde utilizou maquinário pesado para enterrá-la. Para dissimular o ocorrido, Jackson chegou a procurar a delegacia para registrar o desaparecimento da esposa, mas acabou confessando o crime durante o procedimento.
O promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo detalhou que o acusado contratou uma retroescavadeira sob o pretexto de realizar obras no terreno. "Ele mesmo disse que alugou uma máquina retroescavadeira com o argumento de fazer um poço. Depois que ele jogou a terra por cima do corpo, ele chamou novamente o maquinário para nivelar o terreno. Isso foi confirmado pelas pessoas que prestaram o serviço", afirmou o delegado Caio Albuquerque. Além da ocultação, o réu é acusado de retirar equipamentos de monitoramento da residência para dificultar o trabalho investigativo.
O Ministério Público requer que o processo siga para o Tribunal do Júri e solicita a fixação de uma indenização mínima para reparação dos danos morais e materiais aos familiares da vítima. O caso reforça o alerta sobre a violência doméstica no estado, que conta com ferramentas de auxílio como o aplicativo 'SOS Mulher MT'. A plataforma oferece o "botão do pânico" e orientações sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, visando interromper ciclos de violência física, psicológica e patrimonial contra as mulheres.
Fonte: G1 Mato Grosso
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