Justiça nega pedido de trabalho e estudo a condenado por chacina em Sorriso

O Poder Judiciário de Mato Grosso indeferiu o pedido de Gilberto Rodrigues dos Anjos, de 34 anos, condenado pela trágica chacina ocorrida em Sorriso, para exercer atividades laborais e educacionais dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A decisão foi proferida pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, que ressaltou que a gestão sobre a inclusão de detentos nessas atividades cabe exclusivamente à administração penitenciária, e não de forma direta ao magistrado.
O crime, que chocou a opinião pública pela extrema brutalidade, resultou na condenação do réu a 225 anos de prisão em regime fechado. Gilberto foi considerado culpado pelas mortes e abusos sexuais cometidos contra Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos, e suas filhas Miliane, Manuela e Melissa, de 19, 13 e 10 anos, respectivamente. O caso mobilizou as forças de segurança e lideranças políticas do estado, que cobraram rigor na aplicação da lei e celeridade nas investigações.
Em sua fundamentação, o juiz destacou que, embora a Lei de Execução Penal preveja o direito à assistência educacional e ao trabalho, a implementação dessas medidas está condicionada à estrutura da unidade prisional e a uma rigorosa avaliação técnica. "Essa análise deve considerar o perfil do detento, suas aptidões e, principalmente, critérios de segurança, sendo atribuição da direção do presídio e das equipes psicossociais", pontuou a decisão publicada no último domingo (1º).
O crime ocorreu em novembro de 2023, no bairro Florais da Mata, em Sorriso. Segundo o inquérito policial, as vítimas foram atacadas dentro da própria residência. Três delas foram degoladas e sofreram violência sexual, enquanto a criança de 10 anos foi morta por asfixia. O autor, que trabalhava em uma obra vizinha, confessou ter invadido o local inicialmente para cometer um roubo.
Atualmente, o condenado permanece detido na PCE, em Cuiabá, para onde foi transferido após passar pela unidade de Sinop. Por questões de segurança e devido à gravidade dos delitos, ele cumpre a pena em uma cela individual, isolado do restante da população carcerária. A manutenção da ordem no sistema prisional e o cumprimento rigoroso das sentenças têm sido pautas acompanhadas de perto pelas autoridades estaduais, visando garantir a justiça para as famílias vítimas de crimes hediondos na região.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT