Justiça mantém prisão de suspeitos de assassinar jovem em Tapurah citando violência extrema

Justiça mantém prisão de suspeitos de assassinar jovem em Tapurah citando violência extrema

A Justiça de Mato Grosso determinou, durante audiência de custódia realizada no último domingo (12), a conversão das prisões em flagrante de Alair Ferreira de Lima, de 75 anos, e Hedio Antonio Machado, de 66 anos, em prisões preventivas. A dupla é investigada pelo envolvimento na morte da jovem Julia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, cujo corpo foi localizado na última sexta-feira (10) em Tapurah. A decisão judicial fundamenta-se na gravidade do crime e na necessidade de garantir a ordem pública diante da brutalidade relatada nos autos.

De acordo com as investigações preliminares, Alair Ferreira de Lima é o principal suspeito de ter desferido múltiplos golpes de faca contra a vítima. Na decisão que manteve a detenção, o juiz Jean Paulo Rufino chamou a atenção para a “violência exacerbada” empregada na ação criminosa. O magistrado destacou a periculosidade do investigado, ressaltando que ele teria continuado a desferir golpes contra a jovem mesmo após ela já estar caída e impossibilitada de qualquer reação.

O segundo detido, Hedio Antonio Machado, é investigado por sua suposta participação na ocultação do cadáver. Segundo informações contidas no boletim de ocorrência, Alair teria confessado a autoria do homicídio e indicado às autoridades o local onde escondeu os instrumentos utilizados no crime, incluindo uma faca e um pé de cabra. Por sua vez, Hedio teria admitido que auxiliou na tentativa de colocar o corpo de Julia no porta-malas de um veículo para removê-lo do local.

Julia Vitória do Prado da Silva era natural de Concórdia (SC) e residia em Mato Grosso, onde trabalhava como atendente em uma choperia. A jovem deixa um filho que completou quatro anos de idade nesta segunda-feira (13). O crime ocorreu no bairro São Cristóvão e chocou a comunidade local pela frieza dos detalhes relatados.

Até o momento, a motivação oficial do assassinato não foi esclarecida pela Polícia Civil, que mantém o caso sob investigação rigorosa. A defesa de Alair Ferreira de Lima foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição. A reportagem também busca contato com os representantes legais de Hedio Antonio Machado para que possam exercer o direito de resposta. Os acusados permanecerão à disposição do Judiciário enquanto o inquérito avança para a fase processual.

Fonte: G1 Mato Grosso

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