Justiça mantém prisão de bombeiro militar que disparou contra residência em Rondonópolis

Justiça mantém prisão de bombeiro militar que disparou contra residência em Rondonópolis

A Justiça de Mato Grosso converteu em preventiva a prisão do bombeiro militar Genivaldo Mendonça Gomes Júnior, nesta sexta-feira (3), após o suspeito ter sido detido em flagrante por realizar disparos de arma de fogo contra uma residência no município de Rondonópolis. O incidente ocorreu na última quinta-feira (2) e, segundo as investigações preliminares da Polícia Civil, a motivação do crime estaria ligada a uma tentativa de atingir o atual companheiro da ex-mulher do militar.

De acordo com o registro da ocorrência, o suspeito dirigiu-se ao imóvel procurando por um homem identificado como "Alexandre". A moradora do local, uma mulher de 39 anos, informou que não havia ninguém com esse nome na residência. Apesar do esclarecimento, o homem insistiu na abordagem e, logo em seguida, efetuou diversos disparos com uma arma de grosso calibre contra a estrutura da casa. Câmeras de monitoramento da região registraram a ação.

No momento do ataque, a moradora estava acompanhada de seu filho de apenas um ano de idade. Ao notar o perigo iminente, ela buscou abrigo no interior do imóvel com a criança, e felizmente nenhum dos dois sofreu ferimentos. No entanto, um cachorro pertencente à família foi atingido pelos disparos e precisou ser socorrido por populares, que o encaminharam para atendimento médico veterinário. A perícia técnica recolheu oito cartuchos deflagrados de calibre 12 na cena do crime.

A identificação do autor foi possível graças ao cruzamento de depoimentos de testemunhas e análise das imagens de segurança. A linha investigativa aponta que o bombeiro teria se equivocado quanto ao endereço, acreditando que o atual companheiro de sua ex-esposa residia no local.

Em nota oficial, o Corpo de Bombeiros Militar informou que o agente já prestou os devidos esclarecimentos e encontra-se sob custódia no 3º Batalhão de Bombeiros Militar, em Rondonópolis. A corporação destacou que: "A corporação aguarda a conclusão dos trâmites processuais para, então, instaurar o procedimento administrativo interno destinado à apuração de eventual transgressão disciplinar residual por parte do militar". O caso segue sob investigação da Polícia Civil para total elucidação dos fatos.

Fonte: G1 Mato Grosso

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