Justiça mantém afastamento de policial civil condenado por estupro mas revoga custeio de terapia à vítima

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso proferiu uma nova decisão no caso envolvendo o policial civil Jeovanio Vidal Gribiel, condenado a oito anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável. O magistrado de segunda instância optou por suspender parcialmente as medidas cautelares impostas anteriormente, especificamente no que tange à obrigação do réu em custear o tratamento psicológico da vítima, uma colega de corporação. As demais restrições, contudo, permanecem vigentes para assegurar a integridade da profissional atingida.
O crime em questão ocorreu em novembro de 2022, na cidade de Goiânia, durante uma missão oficial de trabalho. De acordo com os autos do processo, o agente teria dopado a colega ao inserir uma substância em sua bebida, aproveitando-se da incapacidade de resistência da vítima para cometer os abusos. Em depoimento contundente, a vítima relatou ter despertado durante o ato e solicitado, reiteradamente, que o agressor parasse, pedidos que foram ignorados pelo condenado.
Apesar da revogação da ajuda de custo para terapia, a Justiça manteve o rigor sobre a conduta funcional e pessoal de Jeovanio. Ele segue afastado de suas funções na Polícia Civil, com o porte de arma suspenso e proibido de acessar sistemas internos da instituição. Além disso, deve manter uma distância mínima de 500 metros da vítima, estando impedido de estabelecer qualquer tipo de contato, direto ou indireto. O descumprimento dessas normas pode acarretar multa de R$ 3 mil por ocorrência ou a decretação de prisão preventiva.
A defesa do policial tentou, sem sucesso, utilizar um atestado médico psiquiátrico da própria vítima para solicitar o afastamento dela de suas funções laborais. O pleito foi prontamente indeferido tanto pelo setor de Gestão de Pessoas quanto pela Corregedoria da Polícia Civil. Vale ressaltar que Jeovanio Vidal Gribiel também figura em outras investigações, incluindo uma abordagem policial ocorrida em Cuiabá, no início de 2024, que resultou na morte de um idoso de 87 anos. O Ministério Público Estadual segue acompanhando o caso para garantir o total esclarecimento dos fatos.
Fonte: G1 Mato Grosso
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