Justiça inicia julgamento de acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá

O Tribunal do Júri de Cuiabá inicia, nesta terça-feira (28), o julgamento de três réus acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri. A sessão, conduzida pelo magistrado José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal, ocorre no fórum da capital mato-grossense a partir das 9h. O processo busca esclarecer as responsabilidades sobre o crime ocorrido no final de 2023, que chocou o setor jurídico do estado devido à brutalidade da execução.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime foi executado mediante uma divisão de tarefas. Antônio Gomes da Silva é apontado como o autor dos disparos. O suporte logístico teria sido provido por Hedilerson Fialho Martins Barbosa, militar do Exército e instrutor de tiro, acusado de intermediar a contratação do executor e fornecer o armamento. Por fim, o coronel do Exército Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas é réu sob a acusação de ter financiado a ação criminosa. A Justiça manteve a prisão preventiva dos três para assegurar a ordem pública e a instrução processual.
O julgamento contará com a atuação dos promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva na acusação, enquanto a defesa será composta por um corpo jurídico que inclui os advogados Felipe André Laranjo, Ronaldo Lara Junior, Sarah Quinetti Pironi, Jayme Rodrigues Carvalho Junior e Patrick Igor Lopes Alves. O cronograma da sessão prevê o depoimento de diversas testemunhas, incluindo delegados da Polícia Civil e Federal, além de analistas de inteligência que participaram ativamente da coleta de provas.
Roberto Zampieri, aos 57 anos, foi morto no dia 5 de dezembro de 2023, no momento em que entrava em seu veículo em frente ao seu escritório. O ataque foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram o atirador disparando dez vezes através do vidro do passageiro. As investigações da Delegacia de Homicídios revelaram que o executor aguardou a vítima por cerca de uma hora e utilizou um anteparo para abafar o som dos tiros. Paralelamente ao julgamento dos executores, uma investigação sobre possíveis mandantes tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin.
Fonte: G1 Mato Grosso
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