Justiça inicia audiência de instrução sobre caso de investigador acusado de estupro em delegacia de Sorriso

Justiça inicia audiência de instrução sobre caso de investigador acusado de estupro em delegacia de Sorriso

A 2ª Vara Criminal de Sorriso deu início, nesta quinta-feira (11), à audiência de instrução sobre o caso do investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, acusado de estuprar uma mulher dentro de uma delegacia no município. Durante a sessão, foram colhidos os depoimentos da vítima e de duas mulheres que estavam detidas com ela no período em que o crime teria ocorrido. O réu, que permanece em prisão preventiva, não esteve presente durante as oitivas das testemunhas.

Em virtude do tempo decorrido, a audiência precisou ser suspensa e será retomada na próxima quinta-feira (18). Na continuidade dos trabalhos, serão ouvidas as testemunhas restantes arroladas tanto pelo Ministério Público quanto pela defesa do acusado. O procedimento jurídico será finalizado com o interrogatório do réu.

Um novo desdobramento surgiu durante o processo quando o advogado da vítima, Walter Rapuano, anexou um inquérito instaurado contra ele e sua cliente. O documento revela que o investigador registrou um boletim de ocorrência acusando-os de denunciação caluniosa. Para a defesa da vítima, tal ação configura uma tentativa de intimidação para obstruir as investigações. Diante da confirmação pericial de conjunção carnal, a defesa solicitou que o investigador também responda criminalmente por essa nova acusação.

O caso ganhou repercussão após exames de DNA realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmarem o contato sexual entre o servidor e a mulher, que na época estava detida na unidade policial. Embora o laudo técnico descreva a "conjunção carnal", a Polícia Civil indiciou o servidor pelos crimes de estupro e abuso de poder, após concluir as investigações internas.

A Polícia Civil de Mato Grosso reiterou seu compromisso com a transparência e a ética institucional. Em nota, a corporação destacou que não compactua com desvios de conduta ou práticas criminosas por parte de seus membros, assegurando que todas as denúncias são investigadas com o rigor necessário para a manutenção da ordem e da justiça. O investigador foi preso preventivamente no início de fevereiro, logo após a vítima ter sido liberada da custódia por ter sido detida erroneamente.

Fonte: G1 Mato Grosso

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