Justiça Federal torna réus ex-dirigentes da Unimed Cuiabá por estelionato e lavagem de dinheiro

Justiça Federal torna réus ex-dirigentes da Unimed Cuiabá por estelionato e lavagem de dinheiro

A Justiça Federal de Mato Grosso acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra seis indivíduos, incluindo ex-dirigentes da Unimed Cuiabá e um empresário, por suposto envolvimento em esquemas de estelionato e lavagem de dinheiro. A decisão, proferida pelo juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal Criminal, transforma os acusados em réus em uma ação penal que investiga prejuízos que ultrapassam a marca de R$ 900 mil à cooperativa de saúde.

O processo detalha que, entre os meses de setembro e dezembro de 2022, membros da então alta gestão da operadora teriam simulado a contratação de serviços de intermediação financeira. De acordo com o MPF, o grupo alegou que uma empresa teria mediado um empréstimo de R$ 33,1 milhões junto a uma instituição bancária, gerando um pagamento indevido de R$ 700 mil a título de comissão. Contudo, a instituição financeira negou a participação de terceiros, afirmando que a negociação ocorreu diretamente com a Unimed.

Entre os novos réus estão o ex-presidente Rubens Carlos de Oliveira Jr., o ex-CEO Eroaldo Oliveira, a ex-diretora administrativa financeira Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, a ex-superintendente Ana Paula Parizzotto, a advogada Jaqueline Larréa e o empresário Erikson Tesolni Viana. A denúncia aponta que o contrato utilizado para o pagamento possuía indícios de fraude, como assinaturas retroativas e ausência de comprovação da prestação do serviço.

Segundo as investigações, após a saída dos recursos da cooperativa, os valores teriam sido ocultados por meio de saques em espécie e depósitos fracionados em contas de terceiros, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento pelas autoridades. O magistrado destacou que há indícios mínimos de autoria e materialidade para o prosseguimento da ação, determinando a citação dos réus para apresentação de defesa.

Este desdobramento jurídico ocorre no contexto de investigações mais amplas, como a Operação Bilanz, que apura um rombo financeiro estimado em R$ 400 milhões na cooperativa. O MPF busca não apenas a condenação criminal dos envolvidos, mas também o ressarcimento integral dos danos materiais e o pagamento de indenização por danos morais coletivos. Em manifestações anteriores, defesas de ex-colaboradores contestaram as nomenclaturas de cargos citadas e negaram irregularidades nas funções exercidas.

Fonte: G1 Mato Grosso

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