Justiça determina afastamento de policial civil condenado por estupro de colega em Mato Grosso

Justiça determina afastamento de policial civil condenado por estupro de colega em Mato Grosso

A Justiça de Mato Grosso determinou o afastamento imediato de suas funções do policial civil Jeovanio Vidal Gribiel, após sua condenação a oito anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável. O caso, ocorrido em 2022 durante uma viagem institucional a Goiânia, teve como vítima uma colega de trabalho do agente. A decisão judicial, proferida pela magistrada Henriqueta Fernanda Lima, estabelece uma série de medidas cautelares rigorosas para garantir a segurança da vítima e a integridade do processo.

De acordo com os autos, o crime foi praticado após o policial inserir uma substância entorpecente na bebida da colega, impossibilitando qualquer capacidade de resistência. Em seu depoimento, a vítima relatou momentos de consciência parcial durante a agressão, nos quais chegou a implorar para que o ato fosse interrompido, pedidos que foram ignorados pelo condenado. Em resposta à determinação judicial, a Polícia Civil de Mato Grosso informou que já iniciou os procedimentos administrativos necessários para o cumprimento integral das medidas impostas.

A sentença impõe restrições severas a Jeovanio Vidal Gribiel, incluindo a proibição de contato direto ou indireto com a vítima e a obrigatoriedade de manter uma distância mínima de 500 metros de seus locais de convivência. Além disso, o policial teve seu porte de arma suspenso e sua arma funcional recolhida. A Justiça determinou ainda que o agente custeie o tratamento psicológico especializado para a vítima, visando a reparação das sequelas emocionais. O descumprimento de qualquer uma dessas cláusulas acarretará multa de R$ 3 mil por ocorrência, sem prejuízo da decretação de prisão preventiva.

Além da condenação por estupro, o histórico do policial inclui uma investigação relativa à morte de João Antônio Pinto, de 87 anos, ocorrida em fevereiro de 2024, em Cuiabá. Embora um relatório policial anterior tenha sugerido legítima defesa, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contestou o arquivamento, solicitando a continuidade das diligências para esclarecer as circunstâncias da abordagem que vitimou o idoso.

O Judiciário reforçou que as medidas visam impedir a revitimização e garantir que não haja intimidação funcional, visto que ambos pertenciam à mesma instituição. O processo referente à condenação pelo crime sexual tramita sob sigilo de Justiça.

Fonte: G1 Mato Grosso

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