Justiça decreta prisão preventiva de motorista envolvido em acidente fatal com criança em Sorriso

Justiça decreta prisão preventiva de motorista envolvido em acidente fatal com criança em Sorriso

A Justiça de Mato Grosso converteu em preventiva a prisão de Gabriel Dombski Welter, de 21 anos, condutor da Land Rover envolvida em uma trágica colisão que resultou na morte de uma criança de apenas 4 anos. A decisão foi proferida pelo juiz plantonista Lener Leopoldo da Silva Coelho durante audiência de custódia realizada no último domingo (12). O acidente ocorreu na Avenida Blumenau, em Sorriso, e as imagens de câmeras de segurança capturaram o exato momento da batida que vitimou o pequeno Gabriel Gustavo dos Santos da Fontura.

De acordo com os registros visuais da via, o veículo da família, um Fiat Palio, trafegava pela faixa da direita e reduziu a velocidade próximo ao acostamento. Logo em seguida, a caminhonete conduzida por Welter atingiu violentamente a traseira do automóvel. A força do impacto foi tamanha que o carro onde estava a criança rodou na pista e foi arremessado por vários metros, enquanto a Land Rover atravessou o canteiro central.

O socorro foi prestado por equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Polícia Militar. No Fiat Palio, além do menino, estavam um homem de 34 anos, que sofreu ferimentos leves, e uma mulher de 30 anos, que permanece internada em estado grave. Gabriel Gustavo foi levado ao Hospital Regional de Sorriso com traumatismo craniano e múltiplas fraturas, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos. O velório da criança foi programado para ocorrer em Lucas do Rio Verde.

Após a colisão, Gabriel Dombski Welter recusou-se a realizar o teste do bafômetro, sendo encaminhado à delegacia pela Polícia Militar. Em nota, a defesa do motorista, representada pelo advogado Carlos Koch, afirmou que o cliente "permaneceu no local durante todo o atendimento da ocorrência e que está colaborando com as investigações".

Um ponto de atenção no inquérito é a ausência de perícia imediata. Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o órgão não foi acionado para realizar os trabalhos de campo logo após o acidente. Dessa forma, ainda não existe um laudo técnico definitivo sobre a dinâmica da batida. O delegado responsável pelo caso poderá, contudo, solicitar exames indiretos para compor o processo investigativo sobre as circunstâncias da fatalidade.

Fonte: G1 Mato Grosso

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