Justiça de Mato Grosso absolve vereador de Barra do Bugres após vítima negar agressão em audiência

O Poder Judiciário de Mato Grosso determinou, na última segunda-feira (13), a soltura e a absolvição do vereador Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, que estava detido desde abril sob suspeita de violência doméstica em Barra do Bugres. A sentença, proferida pelo magistrado Antônio Dias de Souza Neto, fundamentou-se na ausência de provas robustas para uma condenação, após a suposta vítima e testemunhas alterarem seus depoimentos durante a fase processual.
Em audiência instrutória, a ex-servidora da Câmara Municipal, que anteriormente havia denunciado o parlamentar, negou a ocorrência de agressões físicas intencionais. Segundo a nova versão apresentada à Justiça, ela afirmou que estava sob influência de álcool no momento do incidente e que as escoriações sofridas foram resultado de uma disputa física pelo aparelho celular do vereador. De forma semelhante, a irmã da vítima, que servia como testemunha ocular, também modificou o relato que havia fornecido inicialmente no inquérito policial.
Diante da fragilidade do conjunto probatório e do posicionamento do Ministério Público, que concluiu pela insuficiência de evidências para sustentar a acusação, o juiz decidiu pela revogação de todas as medidas cautelares e protetivas que pesavam contra o político. O magistrado ressaltou que a mudança nos relatos impossibilitou a manutenção da tese acusatória apresentada pela autoridade policial no início das investigações.
O caso ganha contornos administrativos após a ex-servidora alegar que sua exoneração do cargo de Coordenadora Administrativa, ocorrida em 1º de junho, teria sido uma represália por sua recusa em manter as medidas protetivas contra o parlamentar. Segundo o relato da mulher nos autos, houve pressão interna na Casa de Leis para que ela sustentasse a denúncia como condição para a permanência no cargo.
À época da prisão, o vereador Laércio Noberto Júnior sempre sustentou sua inocência, afirmando que a situação não passou de um ato de defesa e que os fatos seriam esclarecidos judicialmente. Com a absolvição, o parlamentar busca agora a normalização de suas atividades públicas, após ter enfrentado o afastamento temporário de suas funções legislativas e processos administrativos internos em sua legenda partidária.
Fonte: G1 Mato Grosso
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