Justiça de Cuiabá mantém julgamento de Carlos Alberto Bezerra para esta sexta-feira

O Tribunal do Júri de Carlos Alberto Gomes Bezerra está confirmado para a próxima sexta-feira, dia 31 de julho, às 9h, no Fórum de Cuiabá. A decisão foi ratificada pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da capital, que rejeitou formalmente o pedido da defesa para ser afastada da condução do processo. A magistrada manteve o cronograma processual após uma interrupção ocorrida na última semana, garantindo a continuidade do rito jurídico.
Ao analisar o pleito dos advogados de defesa, que alegavam suspeição da magistrada, a juíza fundamentou que os argumentos apresentados refletiam apenas descontentamento com decisões judiciais anteriores, não preenchendo os requisitos legais de parcialidade previstos no Código de Processo Penal. Conforme determina a legislação, o pedido de suspeição foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para análise em instância superior, porém sem efeito suspensivo sobre a ação penal em curso.
A magistrada também decidiu manter a nomeação da Defensoria Pública de forma subsidiária. Essa medida visa assegurar que o julgamento ocorra mesmo na hipótese de ausência ou novo abandono de plenário por parte dos advogados particulares. Em nota, a defesa do réu, representada pelo advogado Elson Marcelino da Silva Junior, manifestou discordância em relação à decisão e reiterou que buscará "medidas legais cabíveis para garantir um julgamento considerado justo e imparcial ao réu", reforçando o compromisso com a ampla defesa.
Carlos Alberto Gomes Bezerra é réu confesso pelos assassinatos de sua ex-companheira, Thays Machado, e do namorado dela, Willian Cesar Moreno. O crime, ocorrido à luz do dia em área urbana, é qualificado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como feminicídio por motivo torpe e homicídio com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Anteriormente, a defesa tentou postergar o julgamento alegando a necessidade de um incidente de insanidade mental, baseando-se em avaliações que sugeriam um quadro de "transtorno delirante persistente". Contudo, o Judiciário negou o adiamento, mantendo o entendimento de que o processo deve seguir para o veredito popular. O réu, que chegou a usufruir de prisão domiciliar no final de 2023, aguarda agora o desfecho do julgamento perante o conselho de sentença.
Fonte: G1 Mato Grosso
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