Justiça condena investigador da Polícia Civil a dois anos em regime aberto por morte de PM em Cuiabá

O Tribunal do Júri de Cuiabá proferiu, nesta quinta-feira (14), a sentença do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz. Após três dias de julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria dos disparos por parte do investigador, condenando-o a dois anos de prisão em regime aberto. Com a decisão, o magistrado determinou também a retirada da tornozeleira eletrônica que o réu utilizava.
O crime ocorreu em abril de 2023, em uma conveniência de um posto de combustível localizada nas proximidades da Praça 8 de Abril, na capital mato-grossense. Na ocasião, Thiago chegou a ser socorrido e levado a uma unidade hospitalar particular, mas não resistiu aos ferimentos. O investigador se apresentou à delegacia no dia do ocorrido, entregando as armas e sendo preso em flagrante na época.
Durante o julgamento, que teve início na terça-feira (12), foram ouvidas diversas testemunhas, incluindo delegados da Polícia Civil e pessoas que presenciaram o conflito. No último dia de júri, Mário Wilson apresentou sua versão dos fatos pela primeira vez. Ele alegou ter conhecido a vítima casualmente no dia do incidente e que desconfiou de sua identidade como policial. Segundo o réu, houve uma luta corporal após ele tentar desarmar Thiago para conter uma situação de tensão, sustentando a tese de legítima defesa ao afirmar que os disparos ocorreram enquanto ele era imobilizado no chão.
O Ministério Público e a assistência de acusação participaram ativamente dos debates, que incluíram depoimentos complementares solicitados de última hora para esclarecer a origem da arma utilizada. Embora o Conselho de Sentença não tenha absolvido o investigador, a pena fixada permitiu o cumprimento em liberdade. A defesa do policial civil declarou que analisará a possibilidade de interpor recurso contra a decisão. O caso gerou grande comoção entre as forças de segurança do estado, evidenciada pelo depoimento emocionado de colegas da vítima durante as sessões.
Fonte: G1 Mato Grosso
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