Justiça condena homem a 52 anos de prisão por triplo homicídio ocorrido em 2009

Justiça condena homem a 52 anos de prisão por triplo homicídio ocorrido em 2009

Após um hiato de 15 anos desde a data do crime, a justiça de Mato Grosso encerrou um dos capítulos mais trágicos da crônica policial do estado. O Tribunal do Júri condenou, na última quinta-feira (7), Moacir Gonçalves Júnior, de 50 anos, a uma pena de 52 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. Ele foi considerado culpado pelo triplo homicídio qualificado que vitimou sua ex-companheira e os pais dela, em um episódio ocorrido no mês de setembro de 2009.

O crime, marcado pela violência extrema, aconteceu na residência de Alexandra de Paula Leandro. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Moacir não aceitava o término do relacionamento, ocorrido cerca de um ano antes dos fatos. Armado, o agressor efetuou disparos contra Alexandra, sua mãe, Maria Aparecida de Paula Leandro, e o padrasto da ex-mulher, Levi Monteiro de Souza. A investigação apontou que as execuções foram premeditadas e ocorreram em um contexto recorrente de violência doméstica, no qual o réu já havia proferido diversas ameaças contra a ex-parceira e seus familiares.

Durante a sessão de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu todas as teses ministeriais, reconhecendo tanto a autoria quanto a materialidade dos delitos. Os jurados validaram as qualificadoras de motivo torpe e a utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Detalhes do processo indicam que os disparos foram direcionados contra partes vitais, incluindo a região da cabeça, o que demonstrou a intenção letal do acusado.

Moacir Gonçalves Júnior conseguiu evitar a aplicação da lei por mais de uma década. Ele permaneceu foragido desde 2009, sendo localizado e preso apenas no início de 2025, em território boliviano. Após a captura e o devido processo legal, a juíza presidente do Tribunal do Júri, Mônica Catarina Perri Siqueira, proferiu a sentença definitiva. A magistrada fixou a reprimenda em 52 anos de prisão, refletindo a gravidade da perda de três vidas e o impacto social do crime. O caso reforça o combate à violência contra a mulher e a impunidade, mesmo diante do decurso de longo período de tempo.

Fonte: G1 Mato Grosso

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