Justiça condena homem a 26 anos de prisão por feminicídio em Mato Grosso

O Tribunal do Júri proferiu, na última sexta-feira (24), a sentença condenatória contra Francisco Edivan de Araújo da Silva, acusado pelo brutal assassinato de sua ex-companheira, Paulina Santana, de 52 anos. O crime, tipificado como feminicídio, ocorreu em junho de 2024 no município de Vera, localizado a 460 km da capital mato-grossense. O réu recebeu uma pena de 26 anos e oito meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Conforme o detalhamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil, o trágico episódio teve início quando o condenado se dirigiu à residência da vítima e a surpreendeu conversando com um amigo. Movido por um sentimento de posse e ciúmes, Francisco ordenou que o visitante se retirasse do local. Após o afastamento da testemunha, iniciou-se uma discussão que culminou no ataque fatal. Utilizando uma faca encontrada no próprio imóvel, o agressor desferiu um golpe severo contra o abdômen de Paulina.
Apesar de ter sido prontamente socorrida por vizinhos e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vera, a gravidade dos ferimentos exigiu a transferência imediata da vítima para o Hospital Regional de Sinop. Infelizmente, Paulina Santana não resistiu às complicações do ferimento e veio a óbito na unidade hospitalar. O casal havia mantido um relacionamento por dez anos, mas estava separado há cerca de seis meses no momento do crime.
Após o ato de violência, o autor fugiu da cena do crime, desencadeando uma busca pelas autoridades policiais. Ele foi localizado e detido posteriormente em uma pousada na cidade de Matupá. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acatou as teses da acusação, reconhecendo que o homicídio foi praticado por razões da condição de sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar, além de ter sido cometido mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A decisão judicial reforça o rigor da justiça mato-grossense no combate à violência contra a mulher. A condenação superior a 26 anos reflete a gravidade das circunstâncias que envolveram o caso, marcado pela intolerância e pelo desrespeito à vida humana. O desfecho do processo traz uma resposta institucional à sociedade e à família da vítima, que teve seus planos e sonhos precocemente interrompidos.
Fonte: G1 Mato Grosso
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