Justiça concede prisão domiciliar a estudante investigada por estelionato em Tangará da Serra

Justiça concede prisão domiciliar a estudante investigada por estelionato em Tangará da Serra

A Justiça de Mato Grosso determinou que a estudante de direito Lilia Grazielly Correia da Silva, investigada por envolvimento em fraudes bancárias, cumpra prisão preventiva em regime domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. A medida foi adotada em Tangará da Serra devido à ausência de vagas disponíveis no sistema prisional feminino do estado. A decisão substitui o encarceramento, mantendo a restrição de liberdade sob monitoramento constante.

Além do uso do equipamento eletrônico, a investigada deverá seguir rigorosas medidas cautelares impostas pelo Judiciário. Entre as determinações estão a proibição de manter qualquer tipo de contato com as vítimas ou testemunhas arroladas no processo, a obrigatoriedade de comparecer a todos os atos processuais para os quais for convocada e a submissão a fiscalizações periódicas das autoridades.

A prisão em flagrante ocorreu em dezembro de 2023, durante uma operação da Polícia Civil. Na ocasião, Lilia e seu namorado foram alvos de mandados de busca e apreensão em sua residência. No local, os agentes apreenderam um notebook, seis aparelhos celulares, mais de nove chips de diferentes operadoras e uma quantia em dinheiro em espécie. A análise técnica dos dispositivos eletrônicos revelou evidências da prática de estelionato qualificado.

De acordo com as investigações, o casal utilizava táticas de engenharia social para enganar correntistas. Eles se passavam por funcionários de instituições financeiras e enviavam links fraudulentos às vítimas, alegando a existência de programas de recompensas por pontos. Ao clicarem nos endereços eletrônicos falsos, os alvos permitiam, inadvertidamente, que os suspeitos obtivessem acesso às suas contas bancárias para a realização de transferências indevidas.

Os registros coletados pela polícia indicaram que a atividade criminosa estava em pleno funcionamento, com mensagens enviadas a potenciais vítimas poucas horas antes da abordagem policial. Embora a defesa tenha solicitado o habeas corpus alegando ausência de novos fatos, o magistrado optou por manter a natureza preventiva da prisão, convertendo-a para o ambiente domiciliar estritamente pela limitação logística da unidade prisional. O processo segue em tramitação para apurar a extensão dos danos causados e a responsabilidade dos envolvidos.

Fonte: G1 Mato Grosso

Alerta da Serra MT