Justiça concede liberdade provisória a policial penal investigado por morte de enteado em Cuiabá

Justiça concede liberdade provisória a policial penal investigado por morte de enteado em Cuiabá

A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória ao policial penal Emerson Geremias, investigado pelo envolvimento na morte de seu enteado, Átila Yury dos Santos, de 21 anos. O incidente ocorreu na última quinta-feira (10), na região do Coxipó do Ouro, em Cuiabá. A decisão, proferida pela juíza Mônica Catarina Perri durante audiência de custódia nesta sexta-feira (11), fundamentou-se em indícios de que o servidor público teria agido em legítima defesa.

Como parte das medidas cautelares impostas pelo Judiciário, Emerson teve sua arma de fogo recolhida e seu porte de arma suspenso por tempo indeterminado, enquanto as investigações prosseguem. Em seu depoimento às autoridades, o policial relatou que o jovem possuía um histórico de agressividade associado ao consumo de substâncias entorpecentes e álcool. Segundo o relato de Geremias, no dia do ocorrido, ele teria sido atacado por Átila com uma faca na propriedade rural pertencente à mãe da vítima.

A genitora de Átila corroborou o perfil agressivo do filho em depoimento à polícia, embora tenha ressaltado que não presenciou o momento exato do disparo por não estar no local da discussão. A Corregedoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) informou, por meio de nota oficial, que acompanha o desdobramento do caso junto aos órgãos competentes e que "assim que a investigação for concluída, serão adotadas as medidas cabíveis".

A Polícia Civil, por meio do delegado responsável, destacou que, apesar de o policial e a mãe da vítima estarem em processo de separação, Emerson mantinha o hábito de frequentar o imóvel para oferecer suporte à família. A perícia técnica trabalha agora para esclarecer as circunstâncias exatas do tiro, que atingiu a cabeça do jovem. Há suspeitas iniciais de que o disparo tenha ocorrido a curta distância.

No cenário do crime, os investigadores localizaram uma faca, embora o delegado Nilson Farias tenha observado que o objeto não estava posicionado imediatamente próximo ao corpo. O fechamento do inquérito e a eventual responsabilização do policial dependerão do cruzamento entre os depoimentos colhidos, as provas materiais e os laudos periciais que ainda serão emitidos pela Politec.

Fonte: G1 Mato Grosso

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