Justiça concede liberdade provisória a delegado envolvido em conflito armado em Sorriso

Justiça concede liberdade provisória a delegado envolvido em conflito armado em Sorriso

A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória ao delegado Bruno França após audiência de custódia realizada na noite da última sexta-feira (15). O servidor, que foi autuado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, teve sua prisão em flagrante homologada, mas responderá ao processo em liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares severas. Entre as restrições impostas estão o afastamento imediato do cargo público, a suspensão do porte de arma de fogo e a proibição de frequentar a Delegacia de Sorriso ou estabelecimentos como bares e boates.

O caso teve origem em um conflito envolvendo o delegado e o investigador Roberto Pinto Ribeiro. De acordo com os registros policiais, Bruno França foi atingido por disparos de arma de fogo efetuados pelo investigador após o veículo do delegado ser alvejado. Em depoimento, o investigador alegou que vinha sofrendo ameaças constantes por parte do delegado e que os disparos ocorreram quando França foi até a sua residência. Após o incidente, o delegado buscou socorro médico e permanece internado em uma unidade hospitalar sob monitoramento da Corregedoria da Polícia Civil.

A defesa do delegado argumenta que o episódio é reflexo de um colapso mental severo. Em nota oficial, os advogados afirmaram: "Nos últimos dois meses, o Delegado Bruno vinha atravessando um período de grave sofrimento psicológico, precipitado por uma crise familiar de alta complexidade, somada ao peso acumulado de anos de trabalho em condições de extrema tensão". A defesa sustenta que França não estava no pleno exercício de suas faculdades mentais no momento do ocorrido, tese que teria sido considerada pela Corregedoria-Geral ao não solicitar a prisão preventiva.

Além do distanciamento das funções públicas, a Justiça determinou que o delegado mantenha uma distância mínima de 200 metros das vítimas e testemunhas envolvidas no processo. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil segue com as investigações para apurar as circunstâncias do confronto. Vale ressaltar que o delegado já havia sido exonerado do cargo de chefia da unidade em março deste ano por questões administrativas, permanecendo desde então apenas como delegado plantonista até os fatos recentes. O investigador autor dos disparos foi ouvido e liberado pela polícia logo após o incidente.

Fonte: G1 Mato Grosso

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