Justiça concede liberdade assistida a mulher que denunciou estupro em delegacia de Sorriso

Justiça concede liberdade assistida a mulher que denunciou estupro em delegacia de Sorriso

A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória à mulher que denunciou ter sido vítima de violência sexual dentro das dependências da Delegacia de Polícia de Sorriso. A decisão, proferida pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista na última segunda-feira (22), revogou a prisão preventiva da investigada, impondo, em contrapartida, uma série de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno.

A mulher havia sido detida recentemente no Hospital Regional de Sorriso, onde buscava atendimento para uma gravidez de risco, em cumprimento a um mandado judicial relacionado a suspeitas de envolvimento com organizações criminosas e prática de tortura. Com a nova decisão judicial, além do monitoramento eletrônico, ela deverá comparecer mensalmente ao fórum e manter seus dados de contato rigorosamente atualizados perante o juízo.

O caso de abuso sexual, que corre em paralelo às investigações criminais contra a mulher, ganhou repercussão após a perícia técnica confirmar a existência de material genético do investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, na vítima. Segundo os relatos, os abusos ocorreram em dezembro de 2025, quando a mulher estava sob custódia temporária por uma suspeita de homicídio — acusação da qual foi liberada dias depois por falta de provas.

A delegada Layssa Crisóstomo, responsável pelo inquérito da agressão, detalhou que o confronto de DNA foi decisivo para o indiciamento do servidor público. "Os exames apontaram compatibilidade do material genético com o de Manoel, reforçando a suspeita de violência sexual", afirmou a autoridade policial. Em fevereiro deste ano, o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) ratificou a ocorrência de conjunção carnal, fundamentando o indiciamento do investigador por estupro e abuso de autoridade.

Atualmente, o investigador permanece detido, enquanto as investigações sobre a conduta da mulher e o crime de estupro seguem trâmites distintos no Poder Judiciário. Não foram encontrados, até o momento, indícios de que os processos possuam conexão direta além do contexto em que os fatos foram registrados.

Fonte: G1 Mato Grosso

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