Justiça concede liberdade a suplente de vereador detido por dívida de pensão e porte de arma em MT

A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória ao agricultor e suplente de vereador por Rondonópolis, Rafael Galvan (Novo), ainda na última segunda-feira (19). O político havia sido detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização na BR-163, no município de Sinop. A decisão que permitiu sua soltura foi proferida pela magistrada Cláudia Anffe Nunes da Cunha.
De acordo com informações da PRF, a abordagem resultou na identificação de que Galvan estava em posse de uma arma de fogo. Além disso, os agentes constataram a existência de um mandado de prisão em aberto, datado de 11 de maio, motivado por uma dívida acumulada de R$ 94,4 mil referente a pensão alimentícia. Um detalhe que gerou repercussão foi o fato de o suplente ter sorrido durante o registro fotográfico da ocorrência na delegacia.
Após ser liberado, Rafael Galvan utilizou suas redes sociais para se comunicar com seus seguidores. Em vídeo publicado em seu perfil oficial, ele agradeceu o apoio, mas evitou entrar em detalhes técnicos sobre as acusações. "Tô em casa de boa na lagoa. Hoje muitos pediram: ué, Rafael tá preso, Rafael não tá preso? Não sei. A mídia mentirosa de vocês deve saber. Fiquem com Deus, tá? Porque enquanto aquele lá estiver no meu coração, eu vou ajudar todos vocês", declarou o suplente na gravação.
O pai de Rafael, Antonio Galvan — importante liderança do setor produtivo e pré-candidato ao Senado —, manifestou-se por meio de nota oficial. Ele defendeu o cumprimento da lei e afirmou que o filho deve responder por seus atos. "A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil cumpriram seu papel dentro da legalidade, exercendo corretamente suas funções na condução da ocorrência e no cumprimento da decisão judicial", pontuou Antonio Galvan.
Vale ressaltar que este não é o primeiro contato de Rafael com o sistema judiciário. Em abril do ano anterior, ele foi detido em Limeira, interior de São Paulo, sob suspeitas de violência doméstica, ameaça e descumprimento de medidas protetivas. O histórico judicial do suplente inclui ainda outras ações relacionadas a perseguições contra ex-companheiras. A defesa de Galvan não se manifestou oficialmente sobre os episódios recentes até o fechamento desta edição.
Fonte: G1 Mato Grosso
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