Jovem paulista desaparecido é encontrado morto em reserva florestal de Mato Grosso após 35 dias

Jovem paulista desaparecido é encontrado morto em reserva florestal de Mato Grosso após 35 dias

As autoridades policiais de Mato Grosso localizaram, na última quinta-feira (7), o corpo de Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 21 anos, que estava desaparecido há mais de um mês. O jovem, natural de Iacri (SP), foi encontrado enterrado em uma reserva florestal de eucaliptos no município de Diamantino, a cerca de 209 km da capital Cuiabá. A operação de busca contou com o esforço conjunto da Delegacia de Diamantino, do Corpo de Bombeiros e do auxílio estratégico de cães farejadores.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o jovem paulista havia se mudado recentemente para Mato Grosso com o objetivo de trabalhar em uma granja. O desaparecimento ocorreu no dia 3 de abril, quando Paulo e um colega de trabalho saíram da residência onde estavam alojados para buscar água. Durante o percurso, ambos foram interceptados por um grupo de homens e conduzidos à força para um imóvel, onde foram submetidos a um interrogatório.

Os relatos policiais indicam que os agressores exigiram que a vítima exibisse suas tatuagens. Ao identificarem símbolos que, na visão dos criminosos, estariam associados a uma facção rival, o grupo iniciou uma série de agressões físicas contra o jovem. Enquanto o colega de Paulo foi liberado, ele foi mantido em cárcere privado. A principal linha de investigação sugere que a motivação do crime foi a suspeita infundada de que a vítima possuísse vínculos com organizações criminosas concorrentes.

A identificação preliminar do corpo foi possível através das vestimentas e das tatuagens características de Paulo. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os exames necessários e confirmar oficialmente a identidade. Até o momento, um jovem de 18 anos foi preso em flagrante, suspeito de envolvimento direto no crime. Ele deverá responder pelas infrações de tortura e homicídio qualificado. A Polícia Civil mantém as investigações em curso para identificar e capturar os demais responsáveis por este ato de violência.

Fonte: G1 Mato Grosso

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