Investigado por crime contra vulnerável, advogado morre em unidade de saúde em Várzea Grande

Investigado por crime contra vulnerável, advogado morre em unidade de saúde em Várzea Grande

O advogado Elias Gomes da Silva, que estava sob custódia do sistema prisional de Mato Grosso, faleceu no último domingo (3) em uma unidade hospitalar de Várzea Grande. O detento estava internado no Pronto-Socorro Municipal para a realização de um procedimento cirúrgico quando, segundo informações oficiais, sofreu uma parada cardíaca fatal. A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) confirmou o óbito, mas não forneceu detalhes específicos sobre a patologia que motivou a internação ou a natureza da cirurgia planejada.

Elias Gomes da Silva havia sido preso em flagrante no dia 18 de julho, após graves acusações de abuso sexual contra uma criança de apenas 6 anos. A denúncia foi formalizada pela mãe da vítima, o que desencadeou a ação imediata das autoridades policiais na região metropolitana. Desde então, ele permanecia detido enquanto o processo investigativo avançava.

Além da acusação de estupro de vulnerável, o caso tomou proporções ainda mais severas durante as diligências iniciais. Testemunhas relataram aos agentes de segurança que o advogado possuía um computador contendo vasto material de conteúdo sexual explícito. Os relatos indicavam a presença de vídeos envolvendo diversas pessoas e, de forma alarmante, registros que sugeriam o envolvimento de outras crianças. Diante dessas evidências, a Polícia Civil de Mato Grosso expandiu o escopo da investigação para apurar o possível crime de armazenamento de pornografia infantil.

A repercussão do caso no âmbito jurídico foi imediata. Logo após a prisão, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT) atuou de forma rigorosa, determinando a suspensão cautelar do registro profissional de Elias. A medida visava impedir o exercício da advocacia pelo suspeito enquanto as apurações criminais estivessem em curso, seguindo os protocolos éticos e disciplinares da instituição.

Com o falecimento do investigado, o curso das ações penais deve seguir os trâmites legais previstos para a extinção de punibilidade, embora as investigações sobre o material apreendido e a possível existência de outras vítimas possam continuar para esclarecimento total dos fatos narrados no inquérito policial.

Fonte: G1 Mato Grosso

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