Investigada por morte de animais é presa novamente em Cuiabá após violar monitoramento eletrônico

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou, nesta segunda-feira (6), a prisão de Larissa Karolina Silva Moreira, de 29 anos, em Cuiabá. A estudante, que já estava sob investigação pela morte de três felinos, retornou à custódia estatal após violar repetidamente as medidas cautelares estabelecidas pelo Poder Judiciário. De acordo com os registros das autoridades, a suspeita rompeu a tornozeleira eletrônica em duas oportunidades distintas, o que motivou a nova ordem de prisão preventiva.
O caso ganhou repercussão após denúncias formalizadas por organizações não governamentais (ONGs) dedicadas à proteção animal. Ativistas identificaram um comportamento suspeito no processo de adoção realizado por Larissa e seu namorado, William Angonese. Segundo relato de Kelly Rondon, voluntária da ONG Tampatinhas, a investigada demonstrava preferência pela adoção de gatas jovens, com idade entre quatro e cinco meses. Estima-se que o número de vítimas possa ser superior ao inicialmente registrado, uma vez que pelo menos nove protetores independentes apresentaram denúncias contra a jovem.
A investigação policial, que resultou no indiciamento do casal em junho de 2025, utilizou imagens de câmeras de segurança para embasar as acusações. Em um dos registros, Larissa é vista saindo de sua residência portando uma sacola que, conforme a perícia, continha o corpo de um dos animais. Os exames necroscópicos realizados nos três gatos encontrados mortos indicaram que os óbitos foram causados por ferimentos provenientes de objetos contundentes. Além disso, capturas de tela obtidas pelos investigadores revelaram que o casal utilizava perfis falsos ou se passava por adotantes responsáveis para obter a guarda dos animais.
Após a primeira detenção em 13 de junho, a Justiça havia concedido o benefício do monitoramento eletrônico à estudante. Contudo, o descumprimento das normas judiciais e as ameaças enviadas a protetores de animais — com mensagens afirmando que "vocês vão me pagar bem caro" — agravaram sua situação jurídica. A Polícia Civil informou que, embora o inquérito principal sobre os maus-tratos tenha sido concluído, as investigações permanecem em curso para apurar outras possíveis práticas ilícitas, incluindo a suspeita de zoofilia. A defesa da investigada ainda não se manifestou sobre os novos desdobramentos do caso.
Fonte: G1 Mato Grosso
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