Investigação revela que bebê encontrado em lixeira de condomínio estava formado e tinha cerca de 8 meses

Investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso revelaram novos detalhes sobre o corpo encontrado em um condomínio em Várzea Grande, na região metropolitana da capital. De acordo com o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, o bebê encontrado em uma lixeira estava completamente formado, com idade gestacional estimada entre sete e oito meses. A princípio, a ocorrência havia sido registrada como localização de feto, mas a maturidade do bebê alterou a percepção inicial das autoridades.
O caso mobilizou forças de segurança e equipes de resgate após um funcionário do Condomínio Chapada do Poente, que realizava a triagem de materiais recicláveis, localizar uma caixa de papelão dentro de uma sacola de lixo. Ao abrir o pacote, o trabalhador se deparou com o bebê, que ainda apresentava o cordão umbilical. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente, mas apenas pôde constatar o óbito no local.
O delegado Rogério Gomes explicou que a estimativa da idade gestacional ainda é preliminar e depende de confirmação por meio de exames periciais detalhados. "A avaliação preliminar indica entre 7 e 8 meses. Era um bebê já formado. Além da análise de imagens, vamos ouvir possíveis testemunhas e realizar perícias nos vestígios coletados no local", afirmou a autoridade policial. A Polícia Civil agora concentra esforços na análise das câmeras de monitoramento do condomínio e na oitiva de moradores para identificar quem realizou o abandono.
A tipificação do crime será definida conforme o avanço do inquérito e os laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Segundo Gomes, as punições podem variar severamente dependendo das circunstâncias apuradas. "A pessoa responsável pode responder pelos crimes de aborto, abandono de recém-nascido com resultado morte ou até mesmo homicídio. Mas tudo vai depender das circunstâncias e detalhes completos após a investigação", ressaltou o delegado.
O episódio causou grande consternação entre os funcionários e residentes do local. Até o fechamento desta reportagem, a autoria do crime permanecia desconhecida e as diligências da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) continuam em andamento para esclarecer os fatos.
Fonte: G1 Mato Grosso
Alerta da Serra MT