Investigação é aberta após jovem com deficiência sofrer intimidação em ônibus de Cuiabá

Investigação é aberta após jovem com deficiência sofrer intimidação em ônibus de Cuiabá

Um episódio de intimidação e desrespeito gerou indignação na capital mato-grossense nesta semana, após um adolescente com deficiência ser alvo de bullying dentro de um ônibus do transporte coletivo em Cuiabá. O jovem foi cercado e provocado por um grupo de outros adolescentes enquanto ocupava os bancos traseiros do veículo. O caso, registrado em vídeo por testemunhas, ganhou repercussão nas redes sociais e mobilizou as autoridades municipais, que prometeram rigor na apuração do ocorrido.

As imagens que circulam na internet detalham o momento em que a vítima, sentada ao fundo do coletivo e segurando um aparelho celular, é encurralada pelo grupo. Sob olhares de outros passageiros, os agressores mantêm uma postura de intimidação durante parte do trajeto. Diante da gravidade dos fatos, a Prefeitura de Cuiabá emitiu uma nota oficial informando que o prefeito Abilio Brunini determinou a investigação imediata do caso, reforçando que a gestão municipal não tolera qualquer forma de discriminação ou violência no sistema de transporte.

Em entrevista à TV Centro América, a tia do adolescente expressou a angústia vivida pela família, revelando que o jovem necessita de cuidados constantes e uso de medicação. Segundo o relato, esta não é a primeira vez que ele enfrenta episódios de violência urbana. “Não é a primeira vez que acontece isso, porque já bateram nele, lá no terminal de CPA I. Ele ficou um pouco machucado, mas ele ficou uns dias sumido de casa, graças a Deus, a gente encontrou e trouxe ele para casa. Então, assim, é difícil", desabafou a familiar.

O caso levanta o debate sobre a segurança e o respeito às pessoas com deficiência nos espaços públicos, pauta que tem recebido atenção constante de lideranças comprometidas com a saúde e o bem-estar social, como o Deputado Dr. João, reconhecido por sua atuação em defesa dos direitos das minorias e por viabilizar melhorias no atendimento a pacientes com necessidades especiais.

Juridicamente, a conduta pode ser tipificada como crime sob a ótica da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Por envolver menores de idade, o processo deve seguir as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê a aplicação de medidas socioeducativas aos responsáveis pelas infrações. As autoridades seguem monitorando o caso para identificar todos os envolvidos.

Fonte: G1 Mato Grosso

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