Investigação detalha perfil de alta periculosidade de criminosos que atacaram Confresa
A Polícia Civil de Mato Grosso revelou novos detalhes sobre a estrutura e o perfil dos criminosos envolvidos no violento ataque à cidade de Confresa, ocorrido em abril de 2023. As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) no âmbito da terceira fase da Operação Pentágono, confirmam que o bando era composto por indivíduos com extensa trajetória criminal no Brasil e no exterior, especializados na modalidade de "domínio de cidades". A operação resultou no cumprimento de 27 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, além do bloqueio de 40 contas bancárias.
O grupo, que investiu cerca de R$ 3,5 milhões na logística do crime, tinha como objetivo subtrair entre R$ 30 milhões e R$ 60 milhões de uma transportadora de valores. Entretanto, devido aos sistemas de segurança e à liberação de gás no cofre, os assaltantes conseguiram levar apenas R$ 2 mil. "O 'domínio de cidades' seria uma forma mais violenta, com maior emprego de recursos e um efetivo maior por parte dos criminosos. O grupo busca dominar a cidade, impedindo uma reação imediata das forças de segurança", explicou o tenente-coronel Rodolfo César Morotti Fernandes, comandante do Bope.
Entre as lideranças identificadas está Francivaldo Moreira Pontes, o "Velho Ban", responsável pela coordenação operacional e financeira. Com um histórico que remonta a 2007 e passagens por diversos estados, ele utilizava identidades falsas e lavava dinheiro por meio de propriedades rurais e gado. Francivaldo faleceu em novembro de 2024 após um confronto armado com a polícia no Pará. Outro integrante de peso, conhecido como "Pinga", possuía ligações com tentativas de roubos milionários em São Paulo e organizava a base logística do grupo.
A complexa organização era dividida em seis núcleos, incluindo comando, planejamento, execução e suporte em estados vizinhos como Pará e Tocantins. Um dos investigados, que já cumpre pena superior a 170 anos, foi ligado por exames de DNA a um roubo internacional de 11 milhões de dólares no Paraguai. Além disso, a operação identificou a participação de mulheres no planejamento estratégico e na ocultação de bens, reforçando a sofisticação da quadrilha que sitiou o município mato-grossense.
Fonte: G1 Mato Grosso
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