Investigação aponta motivação passional em assassinato de policial militar durante aula de artes marciais

Investigação aponta motivação passional em assassinato de policial militar durante aula de artes marciais

Investigações preliminares conduzidas pela Polícia Civil indicam que a motivação por trás do trágico assassinato do cabo da Polícia Militar, Renato Oliveira Aragão, ocorrido na última terça-feira (4), estaria ligada a razões passionais. Segundo o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, o suspeito do crime, identificado como Jonathan Vieira dos Santos, teria agido motivado por um suposto relacionamento entre a vítima e sua esposa.

O crime aconteceu de forma brutal em Várzea Grande, durante uma aula de jiu-jitsu ministrada pelo militar em um projeto social sediado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). De acordo com os registros policiais, o cabo Aragão foi atingido por aproximadamente seis disparos de arma de fogo. Apesar de ter sido prontamente socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, o policial não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito.

A dinâmica da prisão revelou um momento de tensão no local. Logo após os disparos, o agressor foi imobilizado pelos próprios alunos presentes na aula, que o mantiveram detido até a chegada das guarnições da Polícia Militar. Jonathan foi então conduzido ao Centro Integrado de Segurança (Cisc) do bairro Parque do Lago. Durante o interrogatório formal na delegacia, o suspeito optou por exercer seu direito constitucional de permanecer em silêncio.

A linha de investigação que aponta para crime passional ganha força com a descoberta de que o suspeito já havia registrado um boletim de ocorrência meses antes do episódio. No documento, Jonathan relatava o suposto envolvimento extraconjugal de sua esposa com o policial militar. A arma utilizada no homicídio foi apreendida e passará por perícia técnica.

O investigado aguarda a audiência de custódia, prevista para ocorrer nesta quarta-feira (5), onde a Justiça decidirá sobre a manutenção de sua prisão. O caso segue sob acompanhamento das autoridades competentes para o completo esclarecimento dos fatos e formalização do inquérito. AtÉ o momento, a defesa de Jonathan Vieira dos Santos não se manifestou publicamente sobre as acusações.

Fonte: G1 Mato Grosso

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